O juízo perdeu a juíza

Alguém poderia dizer que herrar é umano. Mas no caso dessa juíza de Curitiba (também nadadora de maratona do Círculo Militar do Paraná), Gabriela Hardt, de quase 44 anos, soa naturalmente desumano

O juízo perdeu a juíza
O juízo perdeu a juíza (Foto: Esq.: Ricardo Stuckert)

Alguém poderia dizer que herrar é umano. Mas no caso dessa juíza de Curitiba (também nadadora de maratona do Círculo Militar do Paraná), Gabriela Hardt, de quase 44 anos, soa naturalmente desumano. Ao considerar Leo Pinheiro e José Adelmário como corréus na sua condenação de Lula, parece que está colocando acima de tudo um propósito desgovernado em condenar a qualquer custo - já que esses nomes são de uma única pessoa.

Outros herros podem ser detectados. Como destaca Joaquim de Carvalho, no Brasil 247, quando ela declara que não vislumbra configurado o ato de ofício do Presidente da República: não poderia haver ato de ofício, já que isso refere-se a funcionário público e Lula já tinha deixado de ser presidente quando houve a reforma da cozinha no sítio de Atibaia, pela OAS (2014).

O que havia era um propósito condenatório, como deixa claro o depoimento de um dos diretores da companhia, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, que foi favorável a Lula, mas que aparentemente não agradou a juíza, impaciente com as respostas que não combinavam com a denúncia do Ministério Público Federal. Ele simplesmente declarou que a obra solicitada por Marisa Letícia, mulher de Lula, foi um galpão (e não era nenhuma obra suntuosa) para guardar parte do acervo presidencial. Onde está a denúncia? Onde ficou configurado que Lula meteu a mão nesse galpão?

Ora, doutora Gabriela, cravo e canela serão sempre benvindos. Mas cuidado para não perder o juízo: apimentar sem necessidade tira o sabor da justiça.

 

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