O mentiroso compulsivo e seus cúmplices

"Além de boçal e desequilibrado, um mentiroso que ninguém consegue ao menos frear. Tanto é assim que, no dia seguinte, cortou 240 milhões de reais da verba destinada a essa preservação", afirma Eric Nepomuceno, do Jornalistas pela Democracia, em referência ao discurso de Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima

(Foto: Reuters)
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Por Eric Nepomuceno, do Jornalistas pela Democracia

Um amigo que alugou há um ano uma casa aqui perto, na serra de Petropolis, diz que se espanta com minha capacidade de ser masoquista.

Tranquilo, amigo: não vi o discurso de Jair Messias, o Genocida, na reunião sobre o clima convocada por Joe Biden. 

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Li, aos pulos, o que ele falou. Continuo, confesso, vendo as “lives” do Genocida às quintas-feiras. 

Mas em outro texto voltarei a esse masoquismo, que desenvolvi no isolamento e até para tentar imaginar até que ponto chegaríamos.

Ao mesmo, vou me atrever, e de novo, a registrar a que talvez seja a única coerência de Jair Messias, e a uma das pouquíssimas vezes em que ele, mentiroso compulsivo, falou a verdade: durante a campanha que o levou à presidência, alguém perguntou a ele que país pretendia construir. 

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E ele respondeu que, primeiro, era preciso destruir. 

Coisa, e ninguém pode negar, que vem fazendo com eficiência cada vez mais assustadora.

Pois, pelo que li, na tal fala na conferência convocada pelo Biden, ele mentiu de maneira incontrolada. 

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Quem quer que seja que escreveu o discurso lido – não creio que ele seja capaz de escrever mais do que cinco linhas e meia, todas incompreensíveis  – e, aliás, como sempre, lido aos tropeços, o falso capitão mencionou conquistas e avanços de governos anteriores, em especial de Lula da Silva e de Dilma Rousseff, como exemplos da atitude e iniciativas brasileiras na defesa do meio-ambiente e a favor da humanidade.

Além de boçal e desequilibrado, um mentiroso que ninguém consegue ao menos frear. 

Tanto é assim que, no dia seguinte, cortou 240 milhões de reais da verba destinada a essa preservação.

Verba, repito, de preservação.

Aliás, aproveitou para também passar a foice, e sem dó, no orçamento das casas populares, a Minha Casa, Minha Vida. 

Mas isso é outro assunto, apenas faz parte da destruição do país. 

Voltando à questão climática e ambiental, é justo de toda justiça mencionar o grande cúmplice, tão criminoso quanto: Ricardo Salles.

Aliás, de houver Justiça com maiúscula neste país destroçado e desgraçado, essa besta humana alguma vez deverá responder por crimes, e não só contra a humanidade, mas também contra a lei. 

A maior apreensão da história de madeira explorada de forma ilegal foi abençoada por ele. Não quero nem perguntar quanto lhe coube por semelhante crime. Basta ficarmos com o crime em si.

Perdoem se continuo repetitivo, mas não tem outra maneira: como chegamos ao que chegamos? Como e quando nos livraremos deste horror?

Para mostrar como o fundo do poço sem fundo continua se abrindo debaixo de nossos pés, temos agora novidades na saúde.

Alguns poucos, de uma ingenuidade olímpica, entenderam que um médico no lugar do desastrado, abjeto e absurdo general da ativa – ou seja, o Exército – no ministério da Saúde daria uma melhorada, por menos que fosse, na tragédia que o país vive.

Pois bem: ele acaba de anunciar um “protocolo” para usar cloroquina e outros absurdos recomendados pelo chefão abestalhado.

Não tem outra: quem quer que seja que integre esse governo é pelo menos tão boçal como o chefe de todos eles. Pelo menos.

E nenhum, nenhum deles, vale nada. Vale coisa alguma.

Pobre, pobre, desgraçado e destroçado país.

Até quando?

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