O ministro da Educação e o roqueiro: gentileza e ignorância nas alturas

Leio que o ministro da Educação(?) Abraham Weintraub se recusou, em voo de Brasília para São Paulo a trocar de lugar para que um senhor se sentasse ao lado de sua esposa e dois filhos, sendo que o mais novo, de cinco anos, chorava pela presença do pai.

(Foto: Will Shutter/ Câmara dos Deputados)

Leio que o ministro da Educação(?) Abraham Weintraub se recusou, em voo de Brasília para São Paulo a trocar de lugar para que um senhor se sentasse ao lado de sua esposa e dois filhos, sendo que o mais novo, de cinco anos, chorava pela presença do pai. O fato lamentável se deu no dia 16 de junho. Já contei aqui há tempos, mas vou repetir, pois este caso me faz recordar um fato acontecido comigo e meu pai num voo de São Paulo a Recife, em 2012. 

Meu pai, Luiz Otávio, estava com câncer terminal e eu o levei para Recife para ver pela última vez sua irmã, Mariquinha, que completaria 100 anos. O voo estava lotado e só consegui colocar minha mãe, Inez, e meu pai juntos na primeira fileira. Fui para um poltrona de meio na sexta fileira. No entanto, uma pessoa que estava na poltrona da janela, ao lado dos meus pais se levantou e me ofereceu o lugar, propondo a troca. Argumentei que estava numa poltrona de meio, mesmo assim ele insistiu, dizendo que viu as condições de meu pai e que seria melhor eu sentar ao lado dele.  

E assim foi feito. De início, não atinei quem era o rapaz gentil. Depois, vi que era o Branco Mello, músico dos Titãs. Ficam os exemplos de um roqueiro e de outro que diz especialista em… educação.

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