O mundo não vai acabar no dia 24

"Um cenário de confronto no dia 24, em Porto Alegre, um clima de batalha final que vai determinar o fim ou não do mundo não interessa à democracia nem a Lula nem aos que desejam vê-lo de novo na presidência da República. O resultado do julgamento pelo TFR-4 não vai mudar se houver 100 milhões de pessoas protestando ou nenhuma. As sentenças, aliás, já estão redigidas, no dia 24 serão tão somente lidas – se é que serão todas as três", escreve o colunista Alex Solnik; "Seja qual for a sentença proferida ela ainda não será definitiva. Muito menos irá determinar o fim da candidatura Lula", completa

Abertura da caravana Lula por Minas Gerais, em Ipatinga. Em defesa da Soberania Nacional. #LulaPeloBrasil #LulaPorMinasGerais Foto Ricardo Stuckert
Abertura da caravana Lula por Minas Gerais, em Ipatinga. Em defesa da Soberania Nacional. #LulaPeloBrasil #LulaPorMinasGerais Foto Ricardo Stuckert (Foto: Alex Solnik)

Um cenário de confronto no dia 24, em Porto Alegre, um clima de batalha final que vai determinar o fim ou não do mundo não interessa à democracia nem a Lula nem aos que desejam vê-lo de novo na presidência da República.

O resultado do julgamento pelo TFR-4 não vai mudar se houver 100 milhões de pessoas protestando ou nenhuma. As sentenças, aliás, já estão redigidas, no dia 24 serão tão somente lidas – se é que serão todas as três, já que o voto exposto obrigatoriamente é o do relator, os dois outros juízes poderão apenas acompanhá-lo, sem ler o seu.

Seja qual for a sentença proferida ela ainda não será definitiva – estará sujeita a recursos no próprio tribunal e na instância superior e última, o STF, o que vai deixar o processo em standby por alguns meses.

Muito menos irá determinar o fim da candidatura Lula, já que essa discussão só vai começar quando as candidaturas forem registradas oficialmente, a 15 de agosto e não a 24 de janeiro.

Poderá ser, ao contrário do que supõem seus detratores e caluniadores, o início de uma ascensão espetacular que o colocará em condição de vencer no primeiro turno.

Militantes de grupos de extrema-direita, como o MBL vão tentar provocar baderna em frente ao tribunal ou em qualquer ponto de Porto Alegre ou de qualquer cidade do país para jogar a opinião pública contra os que defendem a inocência de Lula no processo do tríplex.

Só eles têm a ganhar com depredações, pedradas ou ataques à polícia porque eles são os integralistas do século 21, e, assim como eles, se alimentam do caos para chegar ao poder.

Exatamente como ocorria nos anos 30, seu objetivo final é a instauração de uma terceira ditadura no Brasil – tal como os quebra-quebras promovidos pelos integralistas desaguaram no Estado Novo em 1937. Não satisfeitos com a ditadura de Getúlio, os integralistas ainda tentaram matá-lo em 1938, no afã de fundar a sua própria ditadura, espelhada em Mussolini e em Hitler.

Mas, como se sabe, a história não se repete, senão como farsa.

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