É estarrecedor como um sujeito com histórico de falcatruas, que comprou um banco quebrado, acusado de fraudes (o Máxima), banqueiro de primeira viagem, conseguiu se aproximar, corromper e ganhar a confiança da elite política e jurídica do país e se tornar bilionário.
Banqueiros sérios não gastam milhões de dólares em festas; ao contrário, têm fama de pão-duros.
Nas mensagens que conhecemos até agora à sua namorada, sua principal interlocutora, ele mesmo se vangloriava de reunir uma penca de ministros de Estado em Londres para ouvi-lo. “Eles lá e euzinho falando”, escreveu à namorada. E se gabava de ser o assunto número 1 do país.
Não quero dizer com isso que todo mundo é corrupto, ninguém presta e a democracia tem que ser derrubada.
Só fico estarrecido.
Mas confio nas instituições, que continuam sólidas, apesar da insensatez e dos desatinos de alguns de seus integrantes.
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