O País não pode ficar à mercê dos balões de ensaio de Bolsonaro

Única alternativa à escalada autoritária e a uma tragédia ainda maior no enfrentamento à pandemia, o impeachment é uma necessidade histórica. Desta vez, não faltam crimes de responsabilidade e o Brasil não pode esperar

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A pandemia do Covid-19 tem uma forte concorrente no Brasil, no que se refere ao seu potencial de destruição: Jair Bolsonaro.

Demonstrando covardia e egoísmo, o presidente quer ser o centro das atenções de uma crise que exige serenidade. Usa a mesma tática de sempre: tentar manipular o debate para esconder sua péssima administração.

O presidente da República não acordou disposto a contribuir com medidas emergenciais para a crise. Acordou disposto a fazer luta política, e da pior forma possível, atacando Poderes e as instituições, deixando o país em compasso de espera em pleno domingo.

Tudo isso para na segunda-feira, como faria um bom psicopata, posar de defensor da Constituição. Mas mesmo no seu pronunciamento mais “democrático”, houve dois atos falhos; 1- Como um Luís XIV, o presidente bradou: “Eu sou a Constituição”, desprezando simplesmente todos os demais brasileiros e brasileiras que também são representados pela Carta Magna. 2- Defendeu a liberdades de manifestantes pedirem a volta do AI-5, ou seja, a liberdade de acabar com a liberdade de quem não tem a mesma opinião que a dele.

Vale ressaltar que o AI-5 permitiu mortes, torturas, desaparecimentos, cassação de mandatos e direitos políticos e o fim do Habeas Corpus para crimes que a ditadura militar considerava como políticos. O presidente não vê nenhum problema em alguém defender essas ideias?

Bolsonaro quer ser o bombeiro dos incêndios que ele mesmo causa. Enquanto isso, muitos brasileiros e brasileiras ardem de febre em leitos que ficarão superlotados, principalmente se a população der ouvidos ao presidente e relaxar o isolamento social.

A cada domingo, ele reforça o pedido de afastamento que protocolei e que foi reenviado à Procuradoria-Geral da República pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. A peça acusa Bolsonaro de infringir os artigos 268, c/c 258 e 286 do Código Penal Brasileiro, e é a única dessa natureza que segue em trâmite. 

O presidente, que atentava contra a saúde pública e coletiva, agora faz tudo isso atentando contra o regime democrático. Já coleciona crimes de reponsabilidade e parece esperar um passo do Congresso nesse sentido para inflar seus eleitores mais fiéis a apoiar uma escalada autoritária, que hoje ninguém mais duvida.

Sobretudo em um momento como esse, não podemos nos dar ao luxo de manter na Presidência alguém que sonha com o poder total e não tem a maturidade de lidar com a seriedade que o momento exige. 

Única alternativa à escalada autoritária e a uma tragédia ainda maior no enfrentamento à pandemia, o impeachment é uma necessidade histórica. Desta vez, não faltam crimes de responsabilidade e o Brasil não pode esperar.

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