O que é que a Bahia tem: braços cruzados contra a crise

A moda dos estudantes, de dar um breque geral nas atividades, para protestar contra cortes nos orçamentos das universidades, está pegando; olhaí a Bahia!; os motoristas terceirizados baianos arretados estão também cruzando os braços; mostram que vão à luta

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A moda dos estudantes, de dar um breque geral nas atividades, para protestar contra cortes nos orçamentos das universidades, está pegando; olhaí a Bahia!; os motoristas terceirizados baianos arretados estão também cruzando os braços; mostram que vão à luta; é um ensaio geral de parada nacional dos trabalhadores que vem por aí, como protesto pela política econômica neoliberal de Bolsonaro e Paulo Guedes.

Aquele deputado federal goiano desclassificado do PSL, que disse que a Bahia é um lixo parece que não conhece a Bahia direito; não sabe com quem está falando aquele delegadozinho, que anda com coldre do revolver à mostra, exibindo-se vocação machista no Congresso; uma besta; mas deixa prá lá.

O fato é que se a Bahia já mostra o que que ela tem, que são baianos e baianas dispostos a lutar pela valorização do trabalho, o caldo começa a engrossar para o lado dos bolsominions, tipo esse deputado goiano chinfrim que Goiás, terra boa demais, não merece; o governo bolsonariano não tem projeto para atacar o principal problema nacional: desemprego-massacre salarial; ao contrário, ele aprofunda essa chaga social.

Para tanto, tenta armar os milicianos para se proteger, porque parece que nem os seguranças oficiais se dispõem a continuar apoiando-o; afinal, Bozo arma milícias, que se fortalecerão contra a lei, ou seja, contra os seguranças do Estado; clima de guerra contra os desempregados, que se acumulam nas ruas das cidades brasileiras; são 13 milhões de desempregados; 30 milhões de desalentados e 60 milhões de inadimplentes; 100 milhões de não consumidores.

É o anticapitalismo da produção dando lugar para o capitalismo da especulação; o congelamento dos gastos públicos, imposto pelo golpe neoliberal de 2016, previsto para durar 20 anos, foi feito justamente para isso: tirar do social para dar para os agiotas, os únicos de barriga cheia, defendidos pelo deputadozinho bozoriano-goiano.

É de lascar o cano da botina; mas a resposta já está à vista: vem aí a generalização da ação desses novos baianos; eles já começam a cruzar os braços por 48 horas; cruzar os braços pode ser a nova moda baiana para o próximo carnaval. Viva a Bahia!

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