O que Janot dirá sobre Temer no caso Gedel? Prevaricou?

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já recebeu cópia do depoimento do depoimento de Marcelo Calero em que ele acusa Michel Temer não só de saber da pressão que Calero vinha recebendo de Geddel Vieira Lima por um interesse próprio, mas de tê-lo "enquadrado", "e agora tem pela frente a tarefa de se pronunciar não apenas sobre a atuação de Geddel, mas também sobre a do próprio Temer. Ele examina ação em que os partidos de oposição acusam o ministro de crime de advocacia administrativa e o presidente, de prevaricação", escreve Tereza Cruvinel, colunista do 247; para ela, "Janot, mais uma vez, está desafiado a confirmar o dito que invocou certa vez, o de que 'pau que bate em Chico bate também em Francisco'"

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já recebeu cópia do depoimento do depoimento de Marcelo Calero em que ele acusa Michel Temer não só de saber da pressão que Calero vinha recebendo de Geddel Vieira Lima por um interesse próprio, mas de tê-lo "enquadrado", "e agora tem pela frente a tarefa de se pronunciar não apenas sobre a atuação de Geddel, mas também sobre a do próprio Temer. Ele examina ação em que os partidos de oposição acusam o ministro de crime de advocacia administrativa e o presidente, de prevaricação", escreve Tereza Cruvinel, colunista do 247; para ela, "Janot, mais uma vez, está desafiado a confirmar o dito que invocou certa vez, o de que 'pau que bate em Chico bate também em Francisco'"
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já recebeu cópia do depoimento do depoimento de Marcelo Calero em que ele acusa Michel Temer não só de saber da pressão que Calero vinha recebendo de Geddel Vieira Lima por um interesse próprio, mas de tê-lo "enquadrado", "e agora tem pela frente a tarefa de se pronunciar não apenas sobre a atuação de Geddel, mas também sobre a do próprio Temer. Ele examina ação em que os partidos de oposição acusam o ministro de crime de advocacia administrativa e o presidente, de prevaricação", escreve Tereza Cruvinel, colunista do 247; para ela, "Janot, mais uma vez, está desafiado a confirmar o dito que invocou certa vez, o de que 'pau que bate em Chico bate também em Francisco'" (Foto: Tereza Cruvinel)

Michel Temer não apenas sabia que o ministro Geddel Vieira Lima pressionava o então ministro da Cultura para resolver problema de seu interesse pessoal no caso do espigão de Salvador embargado pelo Iphan. Temer, segundo disse Marcelo Calero em seu depoimento à Polícia Federal, o “enquadrou” a encontrar uma solução que contentasse Geddel. O procurador-geral, Rodrigo Janot, já recebeu cópia do depoimento e agora tem pela frente a tarefa de se pronunciar não apenas sobre a atuação de Geddel, mas também sobre a do próprio Temer. Ele examina ação em que os partidos de oposição acusam o ministro de crime de advocacia administrativa e o presidente, de prevaricação.

A Folha de S. Paulo reproduz o seguinte trecho do depoimento de Calero à Polícia Federal: "Que na quinta, 17, o depoente foi convocado pelo presidente Michel Temer a comparecer no Palácio do Planalto; que nesta reunião o presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado 'dificuldades operacionais' em seu gabinete, posto que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado; que então o presidente disse ao depoente para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU [Advocacia-Geral da União], porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução".

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), avalia que o depoimento confirma a acusação dos partidos de oposição na ação que apresentaram à PGR: “está claramente caracterizado um crime de prevaricação por parte de Temer”.

O depoimento de Calero deixa também em maus lençóis a Advogada Geral da União, Grace Mendonça, que “teria uma solução”, segundo Calero disse ter ouvido de Temer. Aparentemente, ela foi acionada para ajudar Calero a encontrar um meio legal para ajudar Geddel, o que significaria anular a decisão do Iphan contra o gabarito do edifício situado em área de tombamento histórico. No início de setembro, logo depois de ser efetivado na Presidência, Temer demitiu seu primeiro Advogado Geral da União, Fabio Medina Osório, e o substituiu por Grace Mendonça. Osório trombou com o Planalto ao pedir acesso aos processos de políticos investigados pela Lava Jato. 

Janot, mais uma vez, está desafiado a confirmar o dito que invocou certa vez, o de que “pau que bate em Chico bate também em Francisco”.

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