O verdadeiro vírus

(Foto: Divulgação)
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O momento o qual  nos encontramos hoje, nos primeiros meses do ano da graça de 2020, já estão com seu lugar garantido nos livros de história, nas impressas de jornais, nos estudos científicos, nos anais de todas as instituições financeiras, filosóficas, artísticas, antropológicas, sociológicas, geográficas, econômicas e políticas da humanidade. 

Mesmo que se passem um, dois ou três séculos, este momento da humanidade ainda será lembrado. Ele ficará marcado pelo fato em que um micro-organismo, pois em cheque todo um modelo de vida social e econômico, um vírus, que veio mais do que ceifar vidas humanas, mas questionar em brados fortes “que tipo de vida é esse que vocês , seres humanos acham que estão levando?” “Vocês ainda são humanos?” “E se são, por que não se comportam como tal?”

O coronavírus, ou COVID-19 como o chamam a sociedade científica veio como uma corte “divina”, tal como acreditavam os egípcios, comandada por Osíris a quem cabia avaliar os feitos dos mortos e destina-los ao seu lugar no mundo dos mortos e Seth, o deus do caos, que trazia a destruição, para ocupar Osíres, seu desafeto. 

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O coronavírus, na verdade, por mais que nos custe a aceitar, não é a causa, não é o inimigo, mas sim o efeito, a consequência, o cobrador que bate a nossa porta, para nos cobrar por todos os débitos que temos adquirido até aqui, pela forma que a humanidade, levada pela força nas mãos do modelo político e econômico de produção do atual, tem seguido, ela própria, em direção ao abismo. Abismo esse que está presente na distância gigantesca que existe entre os 1% mais ricos e os 99%  entre classes média, pobre e miseráveis do mundo “globalizado”.

Longe de usarmos o censo comum, mas não podemos ser hipócritas para não saber que esse modelo de produção já mata milhares de pessoas todos os dias pelas mais diversas formas de violência e privações, sendo a fome a maior de todas elas. A mãe das pandemias.

É obvio que não pretendemos diminuir a gravidade da situação em que o mundo “globalizado” se encontra. Aliás, essa globalização, outra consequência deste modelo, é a maior responsável pela rápida proliferação dos infectados pelo mundo, já que não existem mais fronteiras no mundo.

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O mundo já enfrentou outras pandemias na sua história recente. No início do século XX, ainda durante a primeira guerra mundial, a Gripe Espanhola atingiu mais de 500 milhões de pessoas e, estimasse que tenha matado aproximadamente 10%. A provável causa de sua proliferação foi a própria guerra. A Varíola, que só foi erradicada nos anos de 1980, com uma campanha de vacinação sem precedentes na história, também matou milhões, mas sua velocidade de contágio era bem menor. O mais recente, de projeção global, foi a Gripe Suína ou o H1N1, que surgiu no México em 2009, e também levou a OMS a declarar pandemia mundial. Chegou a contagiar 1,4 bilhões de pessoas, e matar meio milhão delas. Posteriormente criou-se uma vacina.

Mas então, por que o coronavírus ou COVID-19 é tão temido pela sociedade científica e causa tanta “histeria” da mídia, deixando pessoas em pânico, se já passamos por pandemias devastadoras em um passado recente? Bom, se compararmos apenas com a gripe Suína (H1N1), apesar de esta também ter uma grande velocidade de propagação, seu grau de letalidade era muito baixo em comparação com o coronavírus. Algo em torno de 1 para 100 pessoas. O COVID-19 tem uma velocidade muito maior de propagação, seus sintomas são mais graves, seu tempo de encubação é maior e leva mais pessoas para os hospitais, postos de saúde, unidades de pronto atendimento e, em pouco tempo, consegue colapsar o sistema de saúde de qualquer país, mesmo dos mais ricos e desenvolvidos, como China, Itália, Cingapura, Espanha, França e Estados Unidos. É mais resistente e mais agressivo tambéme,seu nível de letalidade é maior. Mata 3 a cada 100 pessoas infectadas, podendo chegar a 4por 100. Sua curva de infecção é exponencial, dobrando o número de infectados a cada três a dois dias. 

Por tanto o inimigo agora é outro. Ainda há dúvidas sobre quais grupos seriam de maior risco, alguns dizem que são os idoso (acima de 60 anos) e todos que possuam doenças crônicas. Realmente não houve casos de mortes de crianças na Ásia até o momento, mas na Europa jovens já estão internados em UTIs na Itália e na Espanha e nos Estados Unidos também.

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Porém toda essa introdução foi apenas para chegarmos à questão central neste momento da história da humanidade. O coronavírus impõe medidas anticapitalistas, leva a economia como conhecemos a nocaute, pois exige o isolamento social e a restrição de circulação máxima de pessoas,  o rompimento do fluxo de mercadorias e capital. Deixando apenas aqueles que realmente precisam estar nas ruas, por terem funções fundamentais para o combate ao vírus. Qualquer coisa diferente disso é pura irresponsabilidade. Estamos vendo a tragédia de países que não respeitaram ou subestimaram o vírus e seu poder destrutivo, como Itália e Espanha. Reino Unido e os Estados Unidos seguem o mesmo caminho. 

Aliás, ficou muito claro que a forma como se encara a epidemia, logo no seu início, faz toda a diferença. A China, apesar de ter cometidos erros graves no inicio, relutando a acreditar no real perigo do vírus(o que custou a vida do cientista que descobriu o novo vírus), foi o país que não poupou esforços médicos e recursos financeiros para salvar vidas. Inclusive servindo de exemplo para outros países da Ásia que tem obtido êxito no combate ao vírus, como a Coréia do Sul, Taiwan e Singapura. 

Já no ocidente, os países do velho continente foram negligentes e irresponsáveis. Acreditaram, de forma racista, que o vírus era chinês e, que se limitariam as fronteiras da China. Mas como sabemos, o mundo “globalizado” pelo capitalismo não tem fronteiras, não é verdade?

A China demonstrou a gravidade da situação. Simplesmente cancelou o ano novo chinês e todas as festividades, de forma responsável, proibiu que seu povo viajasse para outros países. Hoje a China tem o vírus sobre controle, suas medidas conseguiram manter o vírus isolado e restringindo a apenas uma província (Hubei), onde fica a cidade de Wuhan. Um país com mais de 1,4 bilhões de habitantes, evitou uma tragédia que poderia ter proporções gigantescas para usa população. 

Mas por que a China agiu assim e por que os outros países do ocidente agiram de outra maneira? 

Para responder a essa pergunta, antes temos que ter a clareza de pensamento que esse vírus, como tantos outros que já acometeram a humanidade, tem sua origem no modelo de vida hegemônico no tempo e no espaço em que ocorrem. A cada tempo e em determinados espaços, a forma como as pessoas viviam e o modelo de produção dominante, diz muito sobre o surgimento das pragas que, de tempos em tempos, retornam e solapam, dizimam milhares e até milhões de pessoas. 

A peste “negra” (sic), causada pelas pulgas de ratos, na idade média, tinha muito há ver com o modelo de produção da época, onde o feudalismo ainda era hegemônico e o capitalismo embrionário, mas em comum tinham a grande desigualdade e com isso milhões de pessoas viviam sem saneamento e higiene básicas, o que levou a uma pandemia, onde estimasse o extermínio de mais de 70 milhões de pessoas.

Da mesma forma o modelo de produção atual, o capitalismo, já criou suas epidemias, como a gripe espanhola no início do século XX. Não podemos perder a clareza de pensamento de que o novo coronavírus é uma evolução de outros da mesma família corona, que já atacaram em outros momentos, porém como eram mais letais e menos contagiosos, foram controlados rapidamente, não dando a dimensão do perigo. 

Desta vez o vírus retorna com uma letalidade “menor” em termos científicos, porém ainda alta, e com uma velocidade de contágio assustadora, o que leva ao caos social rapidamente. O vírus mata os mais vulneráveis imunologicamente e economicamente também. Portanto é um vírus seletivo sim. No entanto, como sua velocidade de contágio é muito alta, o vírus leva o sistema de saúde ao colapso em pouco tempo. E ao colapsar o sistema de saúde morrem não só os que estão com vírus, mas todos aqueles que estejam em estado grave seja qual for sua enfermidade, e é ai que está à dramaticidade desta epidemia.

As medidas mais eficazes contra o vírus são: o isolamento social, cuidados redobrados com a higiene pessoal e coletiva, o distanciamanento entre as pessoas com o mínimo de circulação de pessoas.

Ora, o modelo de produção capitalista é extremamente social, depende totalmente das relações sociais, as quais sustentam as relações comerciais das diversas formas que se apresentam e principalmente, aonde a economia mais circula: comércio e serviços, sem falar que tais medidas trazem impactos também para várias indústrias. 

O Mercado financeiro é atingido em tempo real. Ou seja, o vírus mata pessoas através do caos causado nos sistemas de saúde, mas ataca o coração do modelo de produção capitalista, uma vez que as pessoas devem parar de circular, trabalhar, viajar, consumir só o necessário entre outras medidas de combate a propagação do vírus. E ainda leva a todos uma mensagem obrigatória de reflexão sobre a substituição das atitudes individualistas, por atitudes coletivas e solidárias, uma vez que há a necessidade de responsabilidade por parte de todos.

Agora já podemos responder a pergunta feita anteriormente. Sabendo que o novo coronavírus é mais um vírus criado pelo estilo de vida hegemônico criado pelo modo de produção dominante, neste caso, o capitalismo, vimos que provavelmente o caráter comunista do governo Chinês fez com que, ao tomarem pé da gravidade do problema, não só tomassem todas as medidas necessárias, pondo vidas à frente da economia, e de forma responsável alertando toda comunidade internacional, passando de forma transparente a OMS, tudo o que ocorria em seu território.  Aqui não nos cabe analisar o sistema político de cada país, mas sim a forma como estes agiram e reagiram ao problema. O êxito chinês deu bons exemplos que foram seguidos por vizinhos capitalistas, como a Coréia do Sul, Singapura e Taiwan. As questões fiscais e orçamentárias foram postas de lado, assim como os impactos a economia, que sabemos, será enorme, com provável recessão global.

No caso dos países ocidentais, os primeiros a serem atingidos foram os países da Europa e por uma infeliz coincidência, justamente os países onde os governos de direita e extrema direta, são os que estão com o maior número de mortos e infectados. Itália e Espanha passaram a China nos números de mortos e infectados em menos de três semanas. Outros relutantes como Reino Unido também põe em risco sua população e já apresentam números altos. 

Nos Estados Unidos, após muita relutância, o país está prestes a se tornar o novo epicentro do coronavírus, já que o presidente Donald Trump insiste que o país não pode parar!. A Europa está pagando um alto preço pelo seu descaso. 

No mundo os números são assustadores, e provavelmente defasados, uma vez que sabemos que nem todas as pessoas são testadas sobre a infecção do coronavírus e muitos dos mortos também não. O mais provável é que os números estejam subdimensionados, até porque, muitos países não são transparentes em relação a esse número (o caso do Irã, por exemplo).

É ai que chegamos a uma encruzilhada, a qual vários líderes e autoridades médicas e econômicas já começam a tomar sua decisão. Os Estados devem intervir na economia e ajustar o mercado, de modo a garantir a sobrevivência e reprodução da força de trabalho, bem como das pequenas e médias empresas e trabalhadores autônomos e informais? Ou devem deixar que “a mão invisível” regule ao seu tempo o mercado, não tomando as medidas restritivas e ajustando conforme a necessidade do capitalismo? A encruzilhada esta aí. Estado mínimo, ou Estado regulador? 

Vejam, falamos de uma encruzilhada com saídas orgânicas do próprio capitalismo. Não se trata de tomar medidas socialistas ou comunistas. Até por que se fosse um modelo socialista, as empresas seriam controladas pelo Estado e, tais medidas de contenção do vírus, provavelmente teriam sido tomadas,uma vez que a obtenção de lucro não é o principal objetivo, mas sim, as condições objetivas de produção que garantam a reprodução da sociedade em condições de maior igualdade possíveis. Os serviços são públicos e geralmente funcionam bem. A China soube aproveitar o melhor dos dois mundos. Usou o que ganha com o capital para melhorar cada vez mais as condições de vida de sua população. 

Mas e os países neoliberais, ou  liberais, como Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos 

A resposta esta sendo unânime, salvo alguns governos com lideres irresponsáveis e insanos. Todos os países da EU mais o G20 , com raras exceções como o presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, estão se comprometendo e injetar trilhões de dólares na economia, com o objetivo de socorrer trabalhadores formais e informais, pequenas e médias empresas e assim garantir uma certa racionalidade no mercado mundial. 

Todos os economistas de todas as linhas (liberais, neoliberais, progressistas, desenvolvimentistas, marxistas) estão de acordo neste momento. As vidas humanas devem vir em primeiro lugar. Os estragos a economia são inevitáveis e devem ser tratados após vencermos a pandemia criada pelo próprio modelo de produção capitalista. O estilo de vida consumista, individualista, de extrema desigualdade, que consome mais recursos naturais que a natureza é capaz de repor, que afeta o meio ambiente de forma tão agressiva; este modelo de produção está mais uma vez em cheque. 

Mais uma vez a comunidade internacional é chamada à reflexão. Uma oportunidade que não deve ser desperdiçada. E não venham com soluções simplistas ou respostas risíveis como a de que o vírus surgiu de “sopa de morcego”. A civilização chinesa tem mais de cinco mil anos de existência, uma das melhores medicinas do mundo e sua cultura milenar é a prova que tal vírus não surgiu desta maneira, pois se fosse este o caso, tal vírus já teria surgido a muitos séculos atrás. Neste momento a China está empenhada em ajudar países necessitados como a Itália, buscando incansavelmente a vacina e outras formas de ajudar outros países.

Enquanto isso, autoridades de países liderados pela extrema direita neoliberal, culpam de maneira irresponsável e preconceituosa o povo chinês, chamando o vírus de “vírus chinês”, por sua total desorientação e incompetência em lidar ou liderar, frente a tal situação, como demonstrou o deputado brasileiro, Eduardo Bolsonaro, fazendo declarações irresponsáveis e sofistas, aonde tenta culpar a China e seu povo pela pandemia. 

O momento agora é para uma reflexão profunda dos líderes mundiais que mais uma vez tiveram que apelar as teorias de Jhon Maynard Keynes para socorrer o mundo e, tentar sair de mais uma crise sem precedentes na história. Foi assim com a queda da bolsa em 1929 e foi assim  após a segunda guerra mundial. 

A diferença agora, é que o mundo está mais interligado do que nunca, e não bastará cada um cuidar do seu quintal, é preciso que seu vizinho também cuide do dele. É necessário e imperativo que se abandone qualquer tipo de meta orçamentária que engesse os esforços que todos os países afetados deverão fazer para salvar vidas e paralelamente suas economias, num esforço mútuo e coletivo. 

O coronavírus veio para destruir o mito do neoliberalismo, do estado mínimo, da mão invisível e mostrar que o modo de produção capitalista cria, ele mesmo, seus demônios, que o vêm assombrar, de tempos em tempos, custando sempre as vidas mais baratas, negras e periféricas na mairia das vezes.

O coronavírus vem arrancar a cortina que esconde os bastidores de um teatro de vampiros, em  que se tornou a sociedade mundial. Ele mostra a guerra de classes desigual que existe, onde a empregada doméstica, morre por ter contraído o vírus de sua patroa, que apouco havia chegado  de viagem a Itália, mas mesmo sabendo da sua infecção, não dispensou os serviços de sua empregada.

O coronavírus nos mostra uma guerra de classes onde uns estão isolados em suas casas com todo conforto e segurança, cercados de tecnologia, alimentos, luz, água potável, saneamento e etc. Enquanto milhões vivem em favelas com um cômodo ou dois, onde moram mais de cinco pessoas, sem água tratada e saneamento básico, sem seu ganha pão informal. E ainda há aqueles sem teto, nas ruas, agora completamente abandonados, pois não lhes resta nem a população para mendigar. A  todos esses resta o holocausto capitalista, que infelizmente, muitos líderes e suas elites estão dispostos a deixar sem o menor pesar, ponderando estatísticas de perdas e ganhos.

Este vírus é diferente, pois corta o fluxo de mercado e mercadorias, o fluxo de negócios tão necessário à sobrevivência do capital. Empresários em desespero, bradam contra as medidas necessárias de isolamento social. Em países como o Brasil, o presidente da república faz o “discurso da morte”, como será lembrado na história o pronunciamento de 24 de março, quando o presidente incitou a população a voltar às ruas, frequentar os espaços, formarem aglomerações, alegando que tal vírus não passa de uma “gripezinha” e que - vejam como se preocupa com seu povo-, caso ele viesse a contrair o vírus, não sofreria nada, devido seu “histórico de atleta”. Um pronunciamento desastroso, infeliz, irresponsável, criminoso e que aconteceu no dia seguinte ao anúncio do adiamento dos jogos olímpicos de Tóquio 2020, justamente por não se poder garantir a segurança dos atletas, ora vejam, os atletas. 

Em quanto os países da Europa e os Estados Unidos estão comprometendo cerca de 12% as 30% do  seu PIB, buscando endividar-se pra dar conta de salvar vida e consequentemente a economia, posto que esta não existe sem a outra, o ministério da economia brasileiro toma medidas pífias, que não mexem no seu orçamento, apenas antecipando algumas receitas e atrasando alguns pagamentos. O governo brasileiro ainda não chegou a gastar 2% do seu PIB em injeção de recursos na economia. 

Os governadores tem tentado tomar as medidas mais corretas e de acordo com as orientações da OMS e de seus secretários de saúde, mas eles tem um limite que são incapazes de superar. Tal limite só pode ser alcançado, caso receberem o socorro do governo federal. Ao que parece isso não irá acontecer. Pelo menos até o momento não se vê nada de relevante neste horizonte. Talvez mais a frente, quando já for tarde demais para muitos, repetindo os desastres da Itália e Espanha.

O coronavírus é um vírus de origem capitalista e veio como um “enigma da esfinge” que se não decifrado a tempo, devora tudo a sua frete, vidas, economias, sistemas políticos e ideologias necrofágicas, de visões fascistas e autoritárias que ganharam força no cenário mundial recente. 

Se é que podemos enxergar algo de positivo nesta tragédia mundial que vivemos hoje, talvez seja uma reflexão sobre o modelo de vida que queremos, sobre os líderes que escolhemos, sobre ser individualista e morrer ou ser solidário e sobreviver. Toda guerra trás transformações para a sociedade. Não será diferente agora. A tendência é que a cada sofrimento, o ser evolua, melhore. Isto é cientificamente provado. Foram as dificuldades que nos levaram as maiores evoluções. 

É o que vamos esperar que aconteça, mesmo que isso não seja suficiente para superar o modo de produção capitalista, porém, quem sabe, o torne mais revestido de humanidade, posto que essa é a razão de sua existência, o que é o oposto a autofagia que o atual modelo de barbárie neoliberal tem promovido no Brasil e muitos lugares do mundo.

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