Olha o Moro aí outra vez

Sua prepotência e sua arrogância, dignas dos maiores crápulas da história, fazem dele o personagem de um filme de Tarantino

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(Foto: Lula Marques/Fotos Públicas)


Previsto para quarta-feira, Sergio Moro vai se filiar ao Podemos e assim ter a possibilidade de concorrer a presidência da república, ou como acham outros, a senador por um estado qualquer. Convenhamos, o cara não tem o menor "sefragol".

Não é só a esquerda que ojeriza a figura dele, os bolsonaristas e políticos de quase todos os partidos também. Moro arrumou inimigos por onde passou, mas foi na magistratura onde mais se deu mal. Tido como um juiz parcial no caso Lula, e lembrado ainda no caso do Banespa, ele é hostilizado por onde passa.

A hipótese de concorrer a senador parece a melhor opção. Seus adversários vão ficar circunscritos ao estado escolhido para concorrer. Mas se a opção for a presidência, aí o coro vai comer. Sua vida pregressa vai vir a tona e dali não sai muita coisa boa. Um juiz que se corrompe juridicamente, é a pior criminoso do mundo. Seu crime é pior do que vender sentença. 

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A gente pode pensar em inúmeras razões para um sujeito desta laia entrar numa disputa destas. Todas acabam levando a mesma conclusão de que o ego dele é maior do que o de um argentino. É sabido que para se suicidar um argentino sobe em cima de seu ego, o lugar mais alto que existe. Bem agora eles têm concorrência, e das boas.

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Moro não acredita que tenha cometido nenhum crime contra Lula. Ele encontra justificativas morais estapafúrdias para cada ato abjeto que cometeu. Sua prepotência e sua arrogância, dignas dos maiores crápulas da história, fazem dele o personagem de um filme de Tarantino.

A base dos sistemas jurídicos modernos diz que todos são inocentes até que se prove o contrário. O juiz escuta os argumentos e provas da acusação. Também escuta os argumentos e provas da defesa. Da mesma forma ele escuta e inquiri as testemunhas. Tudo isto para poder julgar de maneira imparcial se o acusado é culpado. Sua decisão vem sempre ao final de tudo que viu e escutou.

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No caso de Lula ele decidiu pela culpa antes do julgamento iniciar. Depois disso se associou aos membros do MP para encontrar argumentos e provas que substanciassem o veredito. Encontrou ilações, mas nenhuma prova.  Mesmo sem uma única evidência, ele carimbou a culpa, condenou a assinou embaixo.

Não contava com a paciência e perseverança de Lula. O maior presidente da história do Brasil se submeteu ao veredito, mas não se curvou. Lula e seus advogados lutaram bravamente. Não se deixaram abater pela perda das primeiras batalhas e lentamente vieram as primeiras vitórias. Aos poucos Moro foi sendo desnudado e a verdade surgiu aos olhos de todos, até mesmo dos incrédulos.

Agora seu algoz, derrotado e humilhado na justiça, talvez venha a ser seu adversário nas eleições para presidente. Desta vez, Lula não vai precisar de autorização para falar, não terá de ser comedido, tampouco tratá-lo por sua Excelência. Agora vai ser possível dizer tudo que ficou trancado na garganta e colocar Moro no lugar que merece: o esgoto de onde nunca deveria ter saído.

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A maior ironia da todas é que ele vai tirar votos principalmente daquele que ajudou a eleger para se tornar Ministro da Justiça. Seus possíveis eleitores são os que imaginam uma terceira via. Aqueles mesmos que elegeram um inepto na esperança de derrotar e acabar com a esquerda para sempre. Desta vez podem também escolher um vice a altura. Dallagnol está livre na praça.

Eles dizem que sabiam estar elegendo um idiota, mas não imaginavam que fosse o maior de todos. Agora sabem que podem estar votando num criminoso, só não sabem ainda que outros crimes ele é capaz de cometer.

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