Operação Catilínia

Pernambuco tornou-se, ultimamente, o palco - não das lutas irredentoras do nativismo, a independência ou a República - mas de escândalos atrás de escândalos: o da venda dos imóveis do Cais José Estelita, a construção da Arena Pernambuco, o polo da Hemobras, a Refinaria Abreu e Lima, a transposição do Rio São Francisco e vai por aí...

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Os telejornais noticiaram, em cadeia nacional, uma nova fase da Operação Lava Jato. Nela, foram emitidos - com a autorização da Justiça Federal - 50 mandatos de busca e apreensão de documentos e aparelhos que possam conter provas contra os investigados por essa megaoperação da Polícia Federal. Coube ao nosso estado, 4 mandatos de busca e apreensão. No noticiário, não se mencionam os nomes que foram objeto da investigação policial. Advinhem quem são? - Como os jornalões impressos de Pernambuco não vão falar a respeito, adiantamos aqui que foi o alvo da investigação: o empresário ALDO GUEDES, por meio do seu estabelecimento comercial (na Avenida Mascarenhas de Moraes , na Imbiribeira, no Recife) da e sua fazenda (Esperança), da Fazenda (Nossa Senhora de Nazaré), da qual era sócio do ex-governador Eduardo Campos, no brejo pernambucano.

Quem é o senhor ALDO GUEDES E QUAL A SUA LIGAÇÃO com a citada operação da Justiça Federal? - Nada mais mais, nada menos do o sócio do ex-governador do PSB e neto de Miguel Arraes, EDUARDO HENRIQUE DE ACIOLY CAMPOS. Ex-presidente da empresa estatal Copergás e dono do jatinho-fantasma que explodiu no ar, vitimando o ex-governador e outras pessoas. Este cidadão é acusado de ter recebido R$ 20 milhões de propina, na Operação Lava Jato.

É possível que a imprensa comprada e vendida (a sabe-se lá, que interesses) não diga uma só palavra sobre isso, para não atrapalhar os planos eleitorais, políticos do Partido Familiar do ex-governador de Pernambuco. É possível. Afinal, um dos jornalões impressos já foi comprado por testas de ferro do PSB, a mando de um conhecido empresário de petróleo e gás do nosso Estado. Os outros, por conveniência e leniência, poderão seguir o mesmo caminho, preservando - mais uma vez - as figuras "impolutas" da política pernambucana.

Mas o fato é que a oligarquia de nosso Estado não pode escapar das responsabilidades criminais e civis das atividades ligadas à Refinaria Abreu e Lima, sobretudo sua participação no propinotudo da Petrobras e da irrigação, não do Sertão de Pernambuco, mas das contas das campanhas eleitorais em nosso Estado. E isso deve ser apenas a ponta do Iceberg.

Pernambuco tornou-se, ultimamente, o palco - não das lutas irredentoras do nativismo, a independência ou a República - mas de escândalos atrás de escândalos: o da venda dos imóveis do cais José Estelita, a construção Arena Pernambuco, o polo de Hemobrás, a refinaria Abreu e Lima, a transposição do Rio São Francisco e vai por aí...

Em algum momento, os agentes públicos-privados envolvidos (e beneficiados) com esses megaescândalos terão que prestar delcarações à sociedade e à Justiça, sobre a sua partcipação nessas atividades criminosas. Nada deve desviar o foco da sociedade em relação à essas responsabilidades penais. Até porque vários estão aí, vivos e bolindo, querendo disputar cargos e mandatos. Não podem e nem devem ficar impunes. Têm de ser investigados, denunciados, processados e punidos exemplarmente, na forma da lei. Pernambuco não está fora das garras da Justiça e seus representantes devem muitas explicações ao povo, aos contribuintes e aos eleitores.

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