Os desafios do segundo mandato e a Juventude

É a hora de colocar a juventude no centro do projeto de desenvolvimento e efetivamente assegurar prioridade nesta agenda, aproveitando o bônus demográfico e toda criatividade e potência da maior geração de jovens da história

É a hora de colocar a juventude no centro do projeto de desenvolvimento e efetivamente assegurar prioridade nesta agenda, aproveitando o bônus demográfico e toda criatividade e potência da maior geração de jovens da história
É a hora de colocar a juventude no centro do projeto de desenvolvimento e efetivamente assegurar prioridade nesta agenda, aproveitando o bônus demográfico e toda criatividade e potência da maior geração de jovens da história (Foto: Gabriel Medina)
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Na transmissão de posse do Ministro Gilberto Carvalho para o Ministro Miguel Rossetto fui oficialmente anunciado como Secretário Nacional de Juventude do segundo mandato de Dilma Rousseff. Agradeço muito a confiança do Ministro Rossetto em mim depositada.

Vocês imaginam o tamanho da minha emoção e alegria, mas também sei da responsabilidade que me é atribuída nesta nova etapa.

Depois de um discurso emocionante da nossa presidenta em sua posse, sabemos que o caminho a trilhar será árduo, de muita disputa política, mas o horizonte é o aprofundamento de um projeto de esquerda, radicalmente democrático e com mais inclusão e justiça social.

A juventude foi estratégica em mais essa vitória eleitoral, aderindo de forma nunca vista a disputa nas ruas e nas redes e dizendo em alto e bom som que não aceitaria retrocessos e que queria mais mudanças.

É com essa espontaneidade, alegria, diversidade que temos que dialogar neste próximo período. Aprofundar a relação com as organizações, movimentos e coletivos juvenis de todo o Brasil para fazer grandes reformas, como a política, das comunicações, das cidades, do ensino médio e tantas outras.

E, sobretudo, reinventar os canais e formas de participação para conversar e ouvir uma maioria de jovens não organizados, que anseiam por novas formas de fazer política, mais conectadas com sua realidade e mais colaborativas.

É a hora de colocar a juventude no centro do projeto de desenvolvimento e efetivamente assegurar prioridade nesta agenda, aproveitando o bônus demográfico e toda criatividade e potência da maior geração de jovens da história. São 50 milhões de jovens que aguardam mais oportunidades e direitos.

Precisamos melhorar a infraestrutura das cidades com a criação de espaços de convivência e maior mobilidade; precisamos incluir de forma mais efetiva os 15 milhões de jovens cadastrados no Bolsa Família; precisamos melhorar a qualidade do trabalho para que seja decente e ajude na emancipação dos jovens; precisamos ampliar o acesso e a produção dos próprios jovens que se organizam aos milhares da periferia ao campo; precisamos universalizar a banda larga e ampliar as iniciativas de produção de comunicação dos jovens.

Mais do que garantir as condições econômicas, de acesso ao emprego, ao crédito e a renda, chegou a hora de investirmos no simbólico, na disputa de valores dessa geração e enfrentar o machismo, a homofobia e o racismo.

Não podemos admitir que a violência seja a marca desta geração e, assim como o Ministro Rossetto afirmou, se tivemos a capacidade de enfrentar a fome, chegou a hora de estancar o sangue e encarar o tema do extermínio da juventude, especialmente negra, moradora das periferias dos centros urbanos. Por isso, o Plano Juventude Viva será nossa prioridade máxima!

Depois da aprovação do Estatuto da Juventude após as jornadas de Junho, a regulamentação da meia entrada, do transporte interestadual e do Sistema Nacional de Juventude devem estar no centro desta nova fase da SNJ, assim como precisamos ter uma atenção especial ao Plano Nacional de Juventude que certamente precisa ser atualizado e aprovado.

2015 será o ano da realização da 3ª Conferência Nacional de Juventude. Nada melhor do que aproveitar a mobilização e participação de milhares de jovens de todo o canto do Brasil para impulsionar os avanços e adequar as ações da SNJ aos desejos e expectativas dos/as jovens brasileiros. A Conferência também é uma oportunidade para que a grandiosidade e pluralidade do Brasil se expresse, indo além de centralidades políticas construídas no sudeste e em poucas capitais nordestinas.

Todos esses desafios só serão possíveis com a mobilização da juventude, nas ruas e nas redes. Sou parte desta geração que obteve conquistas a partir das lutas de rua, portanto serei sensível e buscarei aproveitar ao máximo as reivindicações que sairão das lutas para que se transformem em políticas públicas e direito.

Conto com o Conselho Nacional de Juventude, órgão que presidi representando a sociedade civil, que deve ter um papel ativo, crítico e de efetivo controle social das ações governamentais. Vamos fortalecê-lo ainda mais.

Será também de extrema importância o papel das juventudes partidárias e de todos os entes federados. O diálogo e a construção conjunta com gestores municipais e estaduais é central para o avanço da institucionalidade da agenda de juventude e seu fortalecimento.

É importante dizer que dou continuidade a um projeto de 12 anos de país, que no caso da juventude foi iniciado pelo Beto Cury e depois sucedido pela Severine Macedo. Parabenizo e agradeço aos dois pela importante contribuição dada a juventude e ao Brasil.

É com muita disposição e energia que pretendo enfrentar esse enorme desafio. Tenho a plena convicção que isso só poderá ser feito se for um projeto coletivo, feito com todos que acreditam nesta país e sonham com um futuro de mais igualdade e liberdade.

Conto com todos vocês nesse caminho.

2015 será um ano incrível. Mãos a obra.

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