Os governos fantoches da América do Sul

Se os Estados Unidos querem manchar as mãos somente com o petróleo venezuelano, encontraram nestes três atores a disposição de derramar sangue de sua população para alcançar os objetivos de Washington . O legado vai ser a destruição dos processo democrático Latino-Americano e neste contexto, enterrar mais de 150 anos de paz entre as nações

Se os Estados Unidos querem manchar as mãos somente com o petróleo venezuelano, encontraram nestes três atores a disposição de derramar sangue de sua população para alcançar os objetivos de Washington . O legado vai ser a destruição dos processo democrático Latino-Americano e neste contexto, enterrar mais de 150 anos de paz entre as nações
Se os Estados Unidos querem manchar as mãos somente com o petróleo venezuelano, encontraram nestes três atores a disposição de derramar sangue de sua população para alcançar os objetivos de Washington . O legado vai ser a destruição dos processo democrático Latino-Americano e neste contexto, enterrar mais de 150 anos de paz entre as nações (Foto: Túlio Ribeiro)

Em meio a pluralidade de contradições, um grupo de governos da América do Sul deve passar para História como servos da potência estadunidense. É recorrente que o atual estágio de seu capitalismo não pode se sustentar sem um fornecimento que vá de encontro a sua demanda diária de 20 milhões de barris dia, apesar de possuir uma reserva de apenas 20 bilhões barris.
 
É o petróleo a questão maior, e não a defesa dos direitos humanos inserida nos discursos do Brasil, Colômbia e Peru seguindo a diretiva dos EUA. Estes vizinhos da Venezuela, prestam ao papel de alugar sua soberania para que o governo Donald Trump possa chantagear e ameaçar os proprietários  de 296 bilhões de barris.
 
Aos ecos reverberados pela imprensa da Europa e dos Estados Unidos que há ditadura na Venezuela,mesmo com 24 eleições em 18 anos de chavismo onde venceu 23, deve-se ter como verdade é a existência de muita riqueza mineral. O país de Simón Bolívar não tem apenas a maior reserva de petróleo do mundo, mas a segunda de gás da América, além de deter uma grande quantidade de ouro, diamante, cobre e ferro para ser explorado. Uma variável determinante é que o país possui uma pequena população, 31,57 milhões sendo 6 milhões de colombianos que migraram, o que permite exportar grande parte destas commodities.
 
A questão imediata é que a visita na região de Rex Tillerson, secretário de Estado, e a presença Kurt Tidd, chefe do comando do sul na Colômbia, é a comprovação que preparam um grande assalto. A esperança de vencer o presidente Nicolás Maduro na eleição de 22 de abril  se esvaiu já que a oposição se enfraqueceu, ao escolher o terrorismo urbano e passar a defender a invasão e bloqueio ao país enterrou suas possibilidades eleitorais. Negou-se até assinar o acordo com o governo, depois de negociar via coordenação  da República Dominicana, precisou apenas uma ligação do presidente colombiano comunicando a ordem de Tillerson para desistirem.
 
É contraditório que países ao promoverem o bloqueio comercial e restrição de crédito a Venezuela, utilizem a retórica da preocupação com seu povo e os direitos humanos. Os governos do Brasil, Colômbia e Peru que sofrem de extrema  desaprovação nos seus países, lançam olhar para uma aventura externa no intento de desviar sua inoperância administrativa. 
 
O presidente de fato do Brasil, Michel Temer com 3% de apoio, usou os migrantes venezuelanos em Roraima para deslocar tropas para a divisa.Decretará  emergência social, oque permite na pratica "monitorar" os bolivarianos  como num grande gueto.Qualquer abordagem de cunho social deveria concentrar esforços em  melhorar oferta de saúde , alimentação e moradia em vez de poder bélico. Mas onde se pode identificar políticas inclusivas para os 207 milhões de brasileiros , que voltaram ser majoritariamente pobres em vez de classe média? Cada vez se observa mais moradores de rua nas cidades do Brasil e não é culpa dos venezuelanos.
 
A Colômbia , em meio do período eleitoral, não consegue estancar os assassinatos dos candidatos na eleição de março, já são 36 mortes  e esta noite atentaram contra a vida de German Espinel ,defensor dos direitos humanos em Bogotá.O presidente Juan Manuel Santos não controla a totalidade do país, ainda repartido por guerrilheiros e paramilitares .
 
A conjuntura do mandatário peruano Pedro Paulo Kuczynski é mais adversa ainda. Enfrentou processo de destituição por receber cotas de corrupção quando ainda era ministro. Foi apontado pelo instituto Gallup  como pior presidente da América Latina, ainda sofre de dois novos pedidos de impeachment e permitiu que ex-presidente Alberto Fujimori saísse da prisão,  mesmo sendo um mandatário que mais matou seu povo.
 
Deste modo, se os Estados Unidos querem manchar as mãos somente com o petróleo venezuelano, encontraram nestes três atores a disposição de derramar sangue de sua população para alcançar os objetivos de Washington . O legado vai ser a destruição dos processo democrático Latino-Americano e neste contexto, enterrar mais de 150 anos de paz entre as nações.

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