Osorio: muito além do caderno e duas canetas

O time do São Paulo ainda está em construção, porém, a postura de Osorio, demonstrada nas partidas contra o Atlético-MG e o São Paulo, faz bem ao futebol brasileiro

O time do São Paulo ainda está em construção, porém, a postura de Osorio, demonstrada nas partidas contra o Atlético-MG e o São Paulo, faz bem ao futebol brasileiro
O time do São Paulo ainda está em construção, porém, a postura de Osorio, demonstrada nas partidas contra o Atlético-MG e o São Paulo, faz bem ao futebol brasileiro (Foto: Ricardo Flaitt)
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O que de melhor há em Osorio é que ele, assim como Telê Santana, não tem medo de perder. Além da vitória, ele busca o jogar bonito. Monta o time para a frente, faz alterações táticas durante a partida, troca jogadores independente dos pragmáticos 15 minutos do segundo tempo, promove rodízios.

O time do São Paulo ainda está em construção, porém, a postura de Osorio, demonstrada nas partidas contra o Atlético-MG e o São Paulo, faz bem ao futebol brasileiro, que ainda convive com muitos técnicos que insistem, a exemplo, com a escalação de volantes brucutus, chegando ao cúmulo de até escalarem três desses parapeitos.

Ninguém é vidente para saber se Osorio resistirá ao sistema do futebol brasileiro, mas, sem dúvida, ele oxigena nossa mente futebolística. Não são as canetas azul e vermelha que diminuem a nossa república de pranchetas.

Outro fato chamou muito a atenção: Osorio vem comandando treinos com o time sub-20 para garimpar novos talentos. Alguns técnicos já tentaram integrar a base ao time profissional, mas eram ações esparsas, que se perdiam em meio aos noticiários. Osorio considera a base e, nestes tempos, de escassez de talentos e falta de grana no mercado, isso é essencial para o São Paulo e até mesmo para o futebol brasileiro. Reafirmo que esse movimento tem ligação direta com a falta de grana nos cofres tricolores, porém não pode ser desconsiderado.

O olhar sobre os times da base serve de parâmetro para analisar o que está sendo desenvolvido em Cotia. Gasta-se tanto dinheiro por ano e o mínimo que se espera é a revelação de um a dois jogadores por ano.

Também há de ser considerada a coragem de Osorio em apostar em jogadores desconhecido, caso do zagueiro Luiz Eduardo, que chegou e logo foi para um clássico do porte de São Paulo e Corinthians.

O colombiano quebra muitas teorias e frescuras repetidas sem sentido no futebol brasileiro. Quebra paradigmas e não tem medo de buscar a vitória jogando bonito. São as lições que temos de reaprender de um colombiano arrojado e pensante.

O trabalho está sendo bem desenvolvido, mas tem um ponto em que ele vai gastar muitas canetas e folhas de caderno: ajustar a zaga do São Paulo.

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