País dividido, elitismo, preconceitos, intolerância e repressão: eis que começa o governo do fascista Bolsonaro — Feliz 1964!

Sai o regime do golpe de 2016 e entra o regime da ditadura civil-militar

País dividido, elitismo, preconceitos, intolerância e repressão: eis que começa o governo do fascista Bolsonaro — Feliz 1964!
País dividido, elitismo, preconceitos, intolerância e repressão: eis que começa o governo do fascista Bolsonaro — Feliz 1964! (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A direita (milicos e civis) brasileira entrega descaradamente e criminosamente o Brasil aos estrangeiros e à iniciativa privada batendo, hipocritamente, continência à bandeira nacional, sendo que Jair Bolsonaro bate também orgulhosamente continência à bandeira dos Estados Unidos, a gritar: USA! USA! Hipocrisia, cinismo, leviandade, violência e mentiras são a "nova" ordem neste País perversamente desigual, de casa grande provinciana, escravocrata e terceiro-mundista. A direita brasileira olha para o futuro pelo espelho retrovisor. Feliz 1964!

Jair Bolsonaro, político e cidadão que sempre esteve em guerra com a sociedade civil e com os grupos sociais que ele trata de forma insana como seus inimigos, anuncia e favorece o derramamento de sangue de brasileiras e brasileiros, a considerar os índios, os quilombolas, os sem teto, os sem terra e as minorias como inimigos internos a serem derrotados pelo establishment, a quem ele representa com a dedicação de um lacaio feroz e disposta a agradar seus patrões — a casa grande.

No fundo, o sonho do ex-capitão é ser integrante do status quo, porque seu sonho dourado e de consumo, desde muito jovem, quando ele, na Esao, ameaçou detonar bombas por causa de dinheiro. O político rústico e bruto, o bizarro e voraz colonizado, feroz irá fazer de tudo para que a terra de brasileiros saia do controle dos índios e dos quilombolas.

O milico integralista anunciou em primeiro momento e por decreto que o Ministério da Agricultura, dominado pelos ruralistas bilionários do agronegócio e dos latifundiários de extrema direita, pois herdeiros autênticos da escravidão, passe a ser o responsável por administrar e decidir sobre as terras de indígenas e quilombolas, a fim de favorecer os especuladores nacionais e os países que tem grandes interesses em minérios, nos diferentes ecossistemas, nas florestas, na água doce e, principalmente, na compra de milhões de hectares por parte de empresas privadas estrangeiras e nacionais, muitas delas associadas para burlar a lei sobre compra e posse de terras por parte da gringada malandra, esperta e da alma pirata.

Para concretizar a entrega do Brasil, o governo antidemocrático e antinacional dos milicos, pois são dez militares no primeiro escalão, um na vice-presidência, além do Bolsonaro, terá de em dado momento reprimir a quem resistir e se posicionar em oposição ao avassalador processo de privatização e entrega do País e perdas de direitos por parte do trabalhador, ao ponto de o Estado nacional, em futuro próximo, não ter condições de fazer frente à iniciativa privada de exploração e a controlar as diretrizes de ações de responsabilidade do Estado.

A resumir: o Estado mínimo é o povo de joelhos e sem condições dignas de vida e impedido de ter acesso a uma vida de melhor qualidade, porque os golpistas rasgaram as Leis Trabalhistas (CLT), impediram os sindicatos de terem recursos, lutam para que a previdência pública fique nas mãos dos bancos, além da entrega criminosa das estatais, a doação estúpida de quase todo o Pré-Sal às petroleiras estrangeiras, a aquisição de grandes levas de terras por estrangeiros e o Ministério da Agricultura (a raposa no galinheiro) a tratar de questões relativas aos índios e aos quilombolas, assim como passará a controlar a política ambiental. É simplesmente o fim da picada. Assim procede o governo ultraliberal de extrema direita.

A Funai, fundada pelo grande patriota e talentoso brasileiro, Marechal Cândido Rondon, a tratar dos índios há mais de um século, com vasto conhecimento sobre as culturas indígenas, bem como o Incra, portador também de amplo conhecimento sobre a questão fundiária agora estarão entregues a um bando de capitalistas vinculados à especulação imobiliária, ao latifúndio improdutivo e ao agronegócio controlados por banqueiros bilionários e agricultores riquíssimos de perfis escravocratas e sem quaisquer compromissos com o desenvolvimento do Brasil e a emancipação plena de seu povo, mas apenas preocupados com seus negócios.

Jair Bolsonaro e seus acólitos cheiram a sangue e, posteriormente, o Brasil vivenciará conflitos gravíssimos no campo, em terras indígenas e quilombolas de apelo internacional em forma de escândalos. Quem viver verá. Não há condições razoáveis de retomada da democracia e do Estado de Direito. No Brasil não aconteceu uma mudança de governo ou de presidentes. Porém, obviamente, aconteceu uma mudança de regime, o que é mais grave e profundo, porque houve ruptura democrática e constitucional a partir de 2015 que terminou com o golpe de estado de 2016, a confirmar, ipsis litteris, que a casa grande brasileira é bananeira e de terceiro mundo, com verniz de Miami e Orlando.

Por sua vez, em um discurso lamentável e agressivo, bem como vazio de propostas para o povo brasileiro e o País, além de recheado de clichês e jargões que remontam à Guerra Fria das décadas de 1950 a 1980, o presidente da República de extrema direita demonstrou que manterá o Brasil dividido, porque político sectário e que usa sistematicamente como pano de fundo para se manter no poder e angariar simpatia às suas causas de ordens fascistas o enfrentamento obtuso e manipulador de combate às esquerdas e aos movimentos sociais.

Seu público é composto, sobretudo, por uma classe média ignorante e racista, que de tão reacionária, além de ser alvo de uma lobotomia de décadas efetivada pelos meios de comunicação privados, a exemplo do Grupo Globo, acredita que está a viver em um mundo cuja bipolaridade é a tônica, enquanto potências militares em âmbito mundial, como a Rússia e a China, sem mostram titãs do capitalismo, enquanto essa gente que se veste com o amarelo da fracassada Seleção Brasileira como gato por lebre, a pensar, ridiculamente, que com o mandatário fascista Jair Bolsonaro estará livre do "perigo vermelho".

Chega a ser uma bazófia ou galhofa à inteligência alheia quando percebemos que o governante recém-empossado, na verdade, está a avisar que o Estado nacional não irá tratar ou cuidar do povo brasileiro composto por dezenas de milhões de pessoas que vivem na pobreza, sendo que grande parcela desses pobres voltaram à frequentar o campo social abaixo da linha de pobreza, uma dura realidade que já tinha sido, a duras penas, revertida pelos governos populares e profundamente democráticos de Lula e Dilma. Ponto. Estão aí os números do IBGE e de outros órgãos como a FAO que consolidam o que eu afirmo.

O Estado nacional, de acordo o general sem noção das questões e realidades brasileiras, o vice-presidente Hamilton Mourão, afirmou, categoricamente, apesar de ter sido sustentado pelo Estado por quase meio século, que o governo de extrema direita irá realizar um desmanche do Estado nacional. Trata-se de mais um milico privatista, o que soa como um deboche aos contribuintes, que sustentam a Nação por intermédio do pagamento altíssimo de inúmeros impostos, inclusive a sustentar a vida militar em sua rotina diária.

Na verdade, querem desmanchar o Estado, já que o governo direitista de Bolsonaro somente irá cuidar, e com muito zelo e atenção, dos interesses dos ricos e dos muito ricos, além de favorecer em primeiríssimo plano os interesses dos Estados Unidos, porque tal governo de sádicos de extrema direita tem por finalidade maior entregar as principais estatais que restaram, assim como fazer com que a população deste País fadado ao fracasso e ao terceiro-mundismo tenha dificuldades em acessar uma vida de melhor qualidade, a ter o Estado e a Constituição como os garantidores de um cinturão de proteção social e indutores do desenvolvimento econômico.

O aviso foi dado: o Estado será de poucos apaniguados e sustentado por muitos, para os que estão a surfar no mundo empresarial e nos principais cargos de mando da República, de maneira que continuem com seus benefícios e privilégios, bem como o País bananeiro fique atrelado aos ímpetos geopolíticos dos Estados Unidos, porque temos no Brasil uma casa grande com vocação para pária, a demonstrar sem nenhuma vergonha na cara seu servilismo, subserviência e subalternidade perante as potências mundiais e a história da humanidade.

Vivem neste País há séculos os garantidores de privilégios das "elites" descaradas e com DNA de escravocratas, que são os chefes das Forças Armadas e do Poder Judiciário. Tais servidores de alto escalão sempre garantiram as riquezas e os interesses dos ricos e, com efeito, são historicamente os maiores responsáveis pela repressão policial e militar contra todos aqueles que discordam politicamente e filosoficamente, no que tange à igualdade de oportunidades e à distribuição de renda e riqueza, em todos os setores de atividades humanas, inclusive a diplomacia, que consoante o governo de extrema direita empossado será um diplomacia excludente e totalmente subordinada à geopolítica dos EUA. Se segure, pessoal, o complexo de vira-lata voltou, e com força!

Chefes de governos e governantes que oprimem e tratam a oposição como criminosa ao invés de abrir diálogo respeitoso, a fim de até mesmo permitir a fiscalização transparente dos órgãos fiscalizadores, que evidentemente denunciarão, se for necessário, o mandatário e sua equipe se cometerem atos e ações abusivos e que prejudiquem a sociedade e a soberania nacional, a exemplo de Bolsonaro, que em seu discurso de posse repetiu a velha e maltrapilha cantilena e ladainha de que a "bandeira jamais será vermelha" e que o "Brasil jamais será socialista". Realmente, somente um coxinha débil mental para levar a sério um negócio surreal desse...

Alguém deveria avisar aos insanos de extrema direita que se tem alguém que poderia ser chamado de capitalista é o Lula, que ensinou os capitalistas atrasados da Banânia sul-americana a comprar e vender em grandes proporções, assim como incluiu o povo brasileiro no consumo e dar-lhe acesso ao ensino técnico e universitário. Todo mundo viu, inclusive os banqueiros e grandes empresários que jamais tinham enchido tanto seus bolsos, além de ter sido aberto e democratizado nos governos de Lula e Dilma o crédito pessoal e para as pequenas e médias empresas rurais e urbanas, as que mais contribuem com impostos e empregos, o que não acontece com as grandes empresas, pois grande parte sonegadora e praticantes de remessas de lucros aviltantes, porque se recusam a investir de fato no País, conforme os contratos assinados.

Aí vem um oportunista e jogador do mercado de capitais como o Paulo Guedes cujo discurso ácido e corrosivo foi adotado por generais de classe média, criados nas casernas e nas vilas militares, mas com sonhos de serem ricos e fazerem parte da grande burguesia, como é o caso do ex-capitão e agora presidente, que se não se cuidar e vigiar irá se lambuzar com o melado doce, mas que cola no corpo com piche.

Por isto o Brasil tem generais totalmente divorciados dos interesses nacionais e completamente obcecados por segurança e repressão, de forma que não estão nem aí em pensar o País e resguardar sua soberania. Quando se trata de soberania, percebe-se que tais militares se preocupam mesmo com a soberania dos ricos para que os pobres e as minorias não tenham nem para onde correr e recorrer, já que seus direitos conquistados há muitas décadas foram-lhes perversamente e covardemente retirados por um governo golpista liderado pelo abjeto e traidor, *mi-shell temer, com o apoio do golpista Jair Bolsonaro.

O governo do ex-capitão será a continuidade do desgoverno do usurpador vampiresco de quinta categoria, que ainda acha que deixará legado e que agora deve estar a negociar com os juízes e procuradores a sua liberdade, porque seu argumento certamente será o de que fez o trabalho sujo, que foi o de trair e derrubar do poder a presidente legítima e constitucional Dilma Rousseff.

*mishell temer irá cobrar o seu tenebroso e sujo galardão. *temer deixou legado, sim: o legado dos recordes de desemprego, da retirada de direitos do povo brasileiro, da entrega criminosa do patrimônio público e de suas riquezas como o Pré-Sal, dos homicídios em massa, da roubalheira, da traição a milhões de eleitores, além da ratificação que o Brasil é um País cucaracha com vocação para sofrer golpes de estado e não respeitar nem mesmo a Constituição. Este é o legado do Amigo da Onça, do pior presidente de todos os tempos, cuja alcunha é *mi-shell temer — o Pária!

E não é que o fascista recebeu do golpista e usurpador a faixa presidencial, que foi repassada do segundo para o primeiro, sendo que ambos usurpadores para conquistar o poder. E por quê? Porque foi por intermédio de um golpe de estado travestido de legal e legítimo contra a presidente Dilma Rousseff que a direita proprietária de vasto patrimônio e dos recursos financeiros viabilizou sua chegada ao poder central. Sem o golpe não existiria o Bolsonaro como presidente, pois o processo democrático seguiria seu curso, como sempre seguiu a partir das eleições presidenciais de 1989.

Por meio da criminalização da esquerda e a judicialização da política, o Brasil entrou em desgraça e teve de arcar com um sujeito desmoralizado e desqualificado como o *mi-shell temer, que jamais foi questionado pelos coxinhas paneleiros de direita, que cooperaram, em muito, para a deposição de Dilma e a prisão de Lula, assim como o juiz Sérgio Moro — o Menor — e sua turma de Torquemadas da Lava Jato, a incluir os juizecos golpistas do TRF-4.

A Justiça, a PF e o MPF, militantes de direita, interditaram o processo democrático, a candidatura Lula e trataram de rapidamente prender o ex-presidente de esquerda, nacionalista, político de grandeza internacional, que jamais cometeu quaisquer crimes, como comprovam os autos dos processos até hoje e para sempre. Lula é o preso político mais conhecido do mundo ocidental e Sérgio Moro — o Menor — sabe disso.

Por saber e compreender, o togado que jamais prendeu um único tucano ladrão em anos de Lava Jato tratou de encarcerar injustamente e criminosamente o principal e mais poderoso oponente da direita brasileira em termos políticos, filosóficos e eleitorais. Moro — o Menor — foi premiado com o Ministério da Justiça e está na fila para ser juiz do Supremo Com Tudo (SCT), que vem a ser a vergonha, o vexame e a degraça do Brasil, sendo que agora lamentavelmente e ridiculamente é tutelado pela milicada.

Os milicos vendilhões da Pátria que há 30 anos esperavam para retornar ao poder e mandar no Brasil como eles mandam nos quartéis. Militar brasileiro precisava, na verdade, de uma guerra durante anos, de forma que parasse de encher o saco da vida nacional e parar de se meter em política, uma coisa que militar não sabe fazer e não quer saber. Desde a fundação da República no fim do século XIX que esses caras teimam em intervir na política brasileira e muito dessa culpa é também dos civis de classe média e alta, que agem como alcoviteiras de quartel.

Uma guerra calhava bem para esse pessoal de farda, enfim, se ocupar na vida. Milico sem conhecer e vivenciar guerras não é milico. Como acontece com os militares americanos, que os do Brasil, caninamente e sabujamente, admiram. São dez militares, mais o presidente e o vice-presidente. Um dos militares é o que vai conversar com o Congresso. Imagine! O Brasil está em uma ditadura por enquanto disfarçada, com a aquiescência dos coxinhas de amarelo, que rapidamente irão saber o que é viver sobre o tacão militar. Quem viver verá.

Lula cometeu, sim, alguns "crimes": governar para todas as classes sociais e defender os interesses reais do Brasil, porque, se tem um governante que apresentou propostas e efetivou programas e projeto de País, este mandatário é o Lula. Agora está aí o governo antidemocrático, antipopular e antinacional de Jair Bolsonaro, o sujeito milico que bate continência para a bandeira dos EUA e tem como "companheiro" um primeiro ministro igualmente fascista e considerado pela maioria da comunidade internacional como um extremista de direita com pendores de um assassino, além do presidente da Hungria, János Áder, e da Ucrânia, Petro Poroshenko, e o chefe-mor Donald Trump. Bolsonaro está "bem" acompanhado.

Vamos ver no que vai dar. Os considerados "inimigos" pelo governo dos fascistas estão à espera em suas tribos, nos morros e nas periferias — nos quilombos ou quilombolas, nos acampamentos dos sem terra e dos sem teto. Nas escolas e nas universidades. Nas fábricas e nos sindicatos. Nos lares e casas de milhões de brasileiros que não votaram em Bolsonaro — no fascismo.

As minorias e os partidos de esquerda estão no aguardo das ações da direita e da extrema direita, desde o Judiciário ao Exército, que apoiam o extremista e fascista Jair Bolsonaro, que tem o apoio dos ricos e muito ricos, além da classe média que odiou ver preto e pobre melhorar de vida. A vida é assim e a transformamos em vivências e experiências. Começou 2019! Iniciou-se a era do militarismo bronco de terceiro mundo. O Brasil vai comer fogo e o povo verá que trocou o sonho do desenvolvimento e a luta para consolidar a civilização pela barbárie dos escravocratas. O governo dos fascistas tem um elefante na sala — o Lula. Não vai dar para escondê-lo. É isso aí.

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