Patrimônio de Flávio aumentou 7000% desde que entrou na vida pública

O jornalista Alex Solnik, que também é membro do Jornalistas pela Democracia, informa que "o patrimônio de Flávio Bolsonaro subiu de R$25, 5 mil para R$1,740 milhão em 16 anos de vida pública"; "Enriqueceu na vida pública, não na privada", constata; para o jornalista, o argumento de Flávio de que sua renda é justificada através da propriedade de uma filial da Kopenhagen em um shopping do Rio não convence; "Não foi a fantástica fábrica de chocolate", ressalta

Patrimônio de Flávio aumentou 7000% desde que entrou na vida pública
Patrimônio de Flávio aumentou 7000% desde que entrou na vida pública (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

Por Alex Solnik, para o Jornalistas pela Democracia - Não ficou de pé 24 horas a história que Flávio Bolsonaro contou às friendly Tvs Record e Rede TV de que comprou R$4,2 milhões em imóveis em três anos em razão de uma loja de chocolates Kopenhagen que possui no Rio de Janeiro.

A Folha de hoje publica um levantamento completo de sua vida financeira desde 2002, quando se elegeu pela primeira vez deputado estadual pelo estado do Rio de Janeiro.

O levantamento mostra que, quando ele entrou no ramo do comércio, em 2015, já tinha um patrimônio declarado de mais de R$700 mil, fruto de transações imobiliárias ocorridas depois de se eleger deputado.

Ao concorrer ao primeiro mandato, em 2002, declarou patrimônio de R$25,5 mil (um carro Gol 1.0 ano 2001).

Depois de três anos de mandato comprou um apartamento no bairro da Urca por R$300 mil.

Reeleito em 2006, já em 2008 comprou cinco salas comerciais no bairro da Urca. Em 2010 comprou mais sete salas no mesmo prédio e depois de 45 dias vendeu as 12 salas para uma empresa do Panamá.

Seus negócios imobiliários avançavam conforme progredia na vida pública. Ao se reeleger, em 2010, declarou patrimônio de R$690.978,23.

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Em 2012, comprou dois apartamentos em um dia só, um por R$140 mil e outro por R$170 mil. No ano seguinte, vendeu um dos apartamentos por R$570 mil. Em 2014 se desfez também do outro apê, por R$550 mil. Um lucro extraordinário, fora do padrão.

Também em 2014 comprou um apartamento na Tijuca por R$2,55 milhões e vendeu por R$1,475 milhão o apartamento que tinha comprado na Urca, em 2005, por R$300 mil.

Somente depois de se reeleger mais uma vez, abriu, em 2015 uma filial da Kopenhagen num shopping da barra da Tijuca, com um sócio.

Em 2016, quando concorreu a prefeito do Rio de Janeiro comprou um imóvel no bairro das Laranjeiras por R$1,753 milhão.

No ano seguinte, vendeu esse apartamento por R$2,4 milhões, recebendo em troca vários imóveis e uma quantia em dinheiro. Em maio de 2018, vendeu, por R$1,1 milhão um dos imóveis que recebeu na transação anterior, quando foi avaliado em R$1,5 milhão.

Ao concorrer ao senado, no ano passado, declarou patrimônio de R$1,740 milhão.

Ou seja, seu patrimônio subiu de R$25, 5 mil para R$1,740 milhão em 16 anos de vida pública. Enriqueceu na vida pública, não na privada.

Não foi a fantástica fábrica de chocolate.

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