Pedido de impeachment não exime OAB da culpa pelo golpe

Infelizmente, a OAB tende a copiar as posições da Globo e do Sistema S que advogam eleição indireta via Congresso Nacional (sic). Afinal de contas, para eles, o golpe contra os trabalhadores não pode parar... Portanto, mais um pedido de impeachment não é suficiente para redimir a OAB com a democracia e a Constituição que ajudou a rasgar

Brasília - O presidente da OAB, Cláudio Pacheco Prates Lamachia, durante coletiva fala sobre o senador Delcídio do Amaral (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O presidente da OAB, Cláudio Pacheco Prates Lamachia, durante coletiva fala sobre o senador Delcídio do Amaral (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Esmael Morais)

Uma vez golpista, sempre golpista.

A OAB aprovou neste fim de semana o impeachment de Michel Temer.

A Ordem repete o mesmo gesto que fez contra Dilma há um ano.

Na época foi humilhada em público por Eduardo Cunha, chefe do golpe, e sofreu racha interno. Os advogados deram um "impeachment" na direção da entidade.

Mas a OAB ainda não tem coragem suficiente para propor uma saída verdadeiramente democrática ao país, como eleições Diretas Já.

A OAB virou uma espécie de cartório, dona do carimbo, virando às costas para a sociedade que lhe outorgou o papel de guardiã da Constituição e do Estado de Direito.

Infelizmente, a OAB tende a copiar as posições da Globo e do Sistema S que advogam eleição indireta via Congresso Nacional (sic). Afinal de contas, para eles, o golpe contra os trabalhadores não pode parar...

Portanto, mais um pedido de impeachment não é suficiente para redimir a OAB com a democracia e a Constituição que ajudou a rasgar.

PS: O presidente nacional da OAB Claudio Lamachia deveria homenagear publicamente o advogado curitibano Emerson Fukushima que, em dezembro de 2016, foi o primeiro profissional do Conselho Federal da Ordem a levantar a bandeira do "impeachment" já de Michel Temer.

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