Quem salvou Temer escolheu um Estado que não reconhece direitos

A decisão de impedir que denúncias de corrupção não prosperassem atinge diretamente muitas das conquistas realizadas nos últimos anos, como programas, políticas públicas e até direitos já consolidados, como os das relações de trabalho e aposentadoria. Avanços nas áreas da saúde, educação, ciência e tecnologia, infraestrutura e na área social que foram fundamentais no desenvolvimento mais igualitário do país

Plenário da Câmara dos Deputados 29/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Plenário da Câmara dos Deputados 29/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Zeca Dirceu)
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A manutenção de Temer no poder, desde o golpe e de quando os deputados o salvaram por duas vezes, tem significado não só a instalação de um governo sem legitimidade, mas também um ato a favor da impunidade e da continuidade da corrupção. Além de provocar a destruição das boas políticas públicas ainda existentes.
 
Esse é um governo que se instalou e tem se portado em regime de servidão perante o mercado. Seu planejamento e ações são feitas baseados na subserviência ao capital estrangeiro, em perdas de patrimônio nacional, no risco da segurança nacional e perda da soberania de uma Nação, ante a entrega de riquezas e abertura indiscriminada de setores estratégicos para o desenvolvimento socioeconômico do país, agravando o quadro de desigualdade social, e elevando o nível de pobreza da população, voltando para patamares já superados nos governos Lula e Dilma.
 
A decisão de impedir que denúncias de corrupção não prosperassem atinge diretamente muitas das conquistas realizadas nos últimos anos, como programas, políticas públicas e até direitos já consolidados, como os das relações de trabalho e aposentadoria. Avanços nas áreas da saúde, educação, ciência e tecnologia, infraestrutura e na área social que foram fundamentais no desenvolvimento mais igualitário do país.
 
Já a política da cartilha de Temer e de sua equipe remete o Brasil ao passado, ao papel secundário de suprir o mercado com produtos primários e como produtor agrícola. Deu as mãos ao atraso, compactuando com ações e medidas que conspiram contra a soberania e o protagonismo externo do país e, vão de encontro aos interesses da economia nacional e do povo brasileiro.  
 
As seguidas altas de combustíveis, gás de cozinha e energia elétrica são exemplos de que os números não estão bem, como é alardeado a todo instante pela grande mídia e pelo ministro da Fazenda. Os juros continuam altos, com corte de menos de 1% no último mês, baixando a Selic em apenas 0,75%.
 
Os 13 anos dos governos do PT romperam com o subdesenvolvimento e foram em busca de novas relações no plano externo, rompendo com antigas relações internacionais, que não eram interessantes para o Brasil. E promoveu a diversificação de mercados, aprofundamento das relações com os países do Sul; e seguindo uma ordem global multipolar. 
 
Ações alicerçadas na ampliação e o fortalecimento do mercado interno, dando as condições para o desenvolvimento do país. 
 
Após a quebra da democracia, Temer e a base aliada que o sustenta interrompe essa trajetória. O espírito de Nação foi esquecido, com escândalos de esquemas de corrupção, entrega de patrimônio e denúncias de acordos com lobby internacional. 
 
Quem salvou Temer, optou pela agenda governista, que vive, agora, de desonerações, perdão de dívidas com enormes prejuízos aos cofres públicos e de acelerar a flexibilização das legislações trabalhista, previdenciária e ambiental. Políticas de futuro nada promissor para as próximas gerações. O ano 2018 será decisivo para romper novamente com esse grupo oligárquico e retomar a democracia e soberania do país.

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