Querem matar Lula

"Não, não, não querem matar Lula com um tiro, nem com uma peixeira, nem querem matar de uma vez, tipo "pow, matou!". Querem matar pouco a pouco, bem lentamente, um golpe de cada vez", escreve o colunista Hayle Gadelha, sobre a sequência de golpes perpetrados contra o ex-presidente, segundo o último a morte do neto Arthur, de 7 anos, vítima de meningite; "O que dizer nessa hora? Força, Lula. O país vive com você"

Querem matar Lula
Querem matar Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

Não, não, não querem matar Lula com um tiro, nem com uma peixeira, nem querem matar de uma vez, tipo "pow, matou!". Querem matar pouco a pouco, bem lentamente, um golpe de cada vez. Começaram por afastá-lo do poder, abatendo seu sucessor político com tiros certeiros, digitais, mortais, surpreendentes, um susto para um país que afunda dia a dia, sem conseguir ainda reagir com a energia necessária. Enxovalharam o seu partido, o Partido dos Trabalhadores, aquele que nasceu da luta dos trabalhadores, da luta de Lula, que avançou sem medo de ser feliz, que deu esperança e que, mais do que dar esperança, apontou concretamente o caminho de um mundo melhor para quem mal conseguia caminhar, que nunca nem mesmo soube o que era sonhar. E finalmente conseguiram tirar Lula de circulação, lançá-lo na prisão, onde a todo instante é bombardeado de más notícias, de cortar o coração. Notícias tristes sobre velhos companheiros, trôpegos, sem entender direito o que está acontecendo. Notícias de grandes agressões a todos, como a da reforma da Previdência. Notícias pesadas de mortes, de velhos companheiros ou de familiares, como o seu irmão mais velho, Vavá, que gerou um sofrimento prolongado envolvendo a ida ou não ida de Lula ao seu enterro. Golpes todos muito fortes para qualquer ser humano. Mas esse agora talvez seja insuperável. O neto mais novo, Arthur, muito querido, meningite meningocócica. O que dizer nessa hora? Força, Lula. O país vive com você.

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