Racismo Gourmet

O jornalista Leandro Fortes, membro do Jornalistas Pela Democracia, afirma que o uso de imagens de 'mucama' para representar afirmações de raça, como fez a revista Vogue Brasil, incorre em racismo transverso; ele diz "essa representação da negra como mucama alegre e sorridente, como nessa festa de Salvador, é um expediente recorrente e lamentável da classe dominante branca baiana, infelizmente, com aquiescência de muita gente boa que não consegue viver longe de uma boca livre"

Racismo Gourmet
Racismo Gourmet

Mucamas, antes de tudo, eram escravas sexuais dos senhores, até o final do século XIX. 
 
Além de seviciadas por pais, filhos e convidados, trabalhavam nos afazeres domésticos, sem descanso, e dormiam no chão, as poucas horas que lhe restavam. 
 
Quando envelheciam, eram jogadas na lavoura, onde morriam de cansaço e inanição.
 
Essa representação da negra como mucama alegre e sorridente, como nessa festa de Salvador, é um expediente recorrente e lamentável da classe dominante branca baiana, infelizmente, com aquiescência de muita gente boa que não consegue viver longe de uma boca livre.

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