Reforma ou Revolução?

Colapso social democrata

O pessoal que apostou na aprovação da deforma da previdência como pressuposto básico para retomada do desenvolvimento está chutando para todos os lados.

Pela vigésima vez, as previsões da Pesquisa Focus, nessa semana, apontam incertezas, expectativas e prognósticos falsos.

Os empresários, como mostra reportagem do Valor Econômico, estão mais perdidos que cegos em tiroteios.

O capitalismo tupiniquim, desde Vargas, tem apostado no consumo garantido pela estratégia econômica ancorada nos direitos sociais.
Lula seguiu essa linha.

Os gastos sociais, historicamente, têm assegurado renda disponível para o consumo.

Com o golpe neoliberal de 2016, congelando os gastos públicos por vinte anos, em nome de austeridade fiscal a qualquer preço, especialmente, em forma de destruição do Estado, congelaram-se, também, as expectativas.

Como o capitalismo vive de expectativa….

Sem consumidor….

Marx dizia que o sistema capitalista padece, desde seu nascimento, de crônica insuficiência de demanda global.

Malthus, conterrâneo do autor de O Capital, repetia ser a economia ancorada na busca do lucro uma ciência permanentemente triste.

Pregava necessidade de ineficiência, para combater o seu oposto, a eficiência excessiva do capital, expressa em crescimento exponencial da produtividade/desemprego.

É preciso aumentar taxa de trabalhador improdutivo – não trabalha, mas consome.

O capitalismo precisa de quem come e caga sem parar, para girar a produção.

O corpo humano é perfeita máquina de produção, que começa pela boca e termina pelo cu.

Se interromper o processo de consumo de alimentos pela máquina humana, emerge crise.

Lula estava certo quando garantiu 3 pratos de comida aos mais pobres.

A reforma da Previdência, assim como a trabalhista, reduz renda disponível, que aumentará estoques de mercadorias, tensionando processos deflacionários.

A social democracia surgiu para relativizar avanço do comunismo, depois do fracasso do lassair faire, que os neoliberais querem ressuscitar.

Os pesos e contrapesos foram políticas sociais distributivistas, compensatórias, para segurar o tsunami desatado pela Revolução de 1917.

Se se acaba com eles, chama-se novamente ao palco político Lenin e Trotski, para comandar o processo.

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