Resultado da Petrobras no 2º trimestre de 2018: “tem algo podre no reino da Dinamarca”

A Petrobras acaba de perder um processo no TST para o qual pouco se havia provisionado. De onde vem esta certeza da atual administração da Petrobras de que a coisa já está ganha? Até adiantamentos de dividendos estão sendo feitos. É brincadeira?

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Resultado da Petrobras no 2º trimestre de 2018: “tem algo podre no reino da Dinamarca” (Foto: Paulo Whitaker - Reuters)
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A Petrobras anunciou um lucro líquido de R$ 10,07 bilhões no 2º trimestre de 2018. A própria empresa confirma que os motivos para a obtenção deste resultado foram o aumento nos preços dos derivados aliado à recuperação do market share .

Só o aumento no volume de venda de diesel causou um crescimento de R$ 3,2 bilhões na receita e segundo a empresa devido a "menos vendas por outros players"

Desde a implantação da nova politica de preços da Petrobras em outubro de 2016, temos levantado que a perda de mercado associada à ociosidade das refinarias estava causando sérias perdas para a companhia.

Foi necessária uma greve de caminhoneiros para obrigar o governo a implantar uma política de subsídios espantando os traders internacionais , aversos a riscos.

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Mas sobre isto vamos falar em outros artigos pois no momento existem problemas mais sérios.

A direção da empresa anunciou um lucro recorde. O maior desde 2011. O mercado achou formidável. Mas e a RMNR? Todos se esqueceram da RMNR?

A Petrobras acaba de perder um processo no TST para o qual pouco se havia provisionado. Os valores não provisionados referentes a RMNR equivaliam em dezembro de 2017 a R$ 14,9 bilhões. Em 30 de junho de 2018 este valor foi reavaliado passando para R$ 21 bilhões.

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O pouco valor que estava provisionado (talvez R$ 3 bilhões) foi estornado, ajudando a melhorar o resultado do período.

Isto foi feito baseado numa liminar precária do Ministro Dias Tofolli, alegando risco financeiro.

De fevereiro de 2015 a março de 2016 o STF fez onze pronunciamentos sobre a RMNR, todos afirmando que não era caso para decisão do supremo. O próprio Dias Tófolli em 12 de maio de 2015 deu parecer neste sentido.

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Afinal onde está a CVM o TCU a PGR? Para que servem as auditorias externas, primeiro Price e agora KPMG?

São R$ 21 bilhoes e nem um comentário?

De onde vem esta certeza da atual administração da Petrobras de que a coisa já está ganha? Até adiantamentos de dividendos estão sendo feitos. É brincadeira?

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