Rui Costa está tornando o PT cúmplice do assassinato de Adriano da Nóbrega

"O que está em jogo é uma narrativa malandra de Bolsonaro, que joga no colo do PT a morte de um arquivo que ele provavelmente não queria vivo", destaca i jornalista Renato Rovai

Rui Costa e Jair Bolsonaro
Rui Costa e Jair Bolsonaro (Foto: Camila Souza/GOVBA | Reuters)
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O governador Rui Costa da Bahia foi às redes no sábado para dizer que “O Governo do Estado da Bahia não mantém laços de amizade nem presta homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça. A Bahia luta contra e não vai tolerar nunca milícias nem bandidagem”‘. Ele respondia a Jair Bolsonaro que tinha afirmado horas antes: “Quem é responsável pela morte do capitão Adriano? A PM da Bahia, do PT. Precisa falar mais alguma coisa?”.

A resposta de Rui Costa foi fraca e politicamente inapropriada. Quer dizer que lá na Bahia “bandido bom é bandido morto?”

Porque é isso que salta do tweet do governador.

Rui Costa tem que explicar por que Adriano da Nóbrega foi morto quando estava cercado por aproximadamente 60 policias, sozinho, numa casa no meio do nada e sem qualquer condição de reação.

É isso que uma boa parte da população brasileira quer saber.

Adriano da Nobrega não tinha reféns com ele, não oferecia risco, então por que invadir a casa atirando para todos os lados?

O ex-deputado Wadih Damus (PT-RJ) faz uma cobrança pública ao governador para que o partido não seja atingido por mais este crime.

Tem toda razão, Damus.

O que está em jogo é uma narrativa malandra de Bolsonaro, que joga no colo do PT a morte de um arquivo que ele provavelmente não queria vivo.

Rui Costa não deve entrar no debate das redes e ficar quebrando o pau com o presidente pelo Twitter. Deve abrir urgentemente uma investigação para ver o que ocorreu na caçada ao miliciano Adriano da Nóbrega. E se tiver que cortar na carne, não pode ter receio de fazê-lo.

Se a polícia da Bahia estiver envolvida com algo neste episódio, ele tem a obrigação de denunciar ao mundo e mudar sua polícia, que não é algo nem de longe exemplar quando o tema é direitos humanos.

O PT também não pode se calar e ficar refém do seu governador. Fez bem Damus em dizer publicamente o que muitos petistas têm dito em grupos fechados de whatsapp.

O governador deve ter seus motivos para não falar mais do que já falou, mas depois da declaração de Bolsonaro, não tem mais o direito de se calar.

Com a palavra e ação, o governador da Bahia.

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