Saudade do impossível

Procurei mergulhar no passado e desejei ter vivido no período dos grandes filósofos gregos. Ter vivido no período da Patrística e Escolástica. Ter tido contato com o grande Secretário de Florença. Quem sabe ter conhecido os artistas da época do Renascimento e os reformadores

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O melhor remédio contra a saudade é a falta de memória. (Carlos Drummond de Andrade)

Certa vez, escutei do sociólogo e amigo Ricardo Santiago, que através da leitura ou conversas com pessoas mais velhas, confessou que sentia saudade de alguns períodos da história que não viveu. O relato feito por ele, fez com que eu começasse refletir se também não sentia a mesma coisa. De repetente, não mais que de repente, como diria o “poetinha”, conclui que Ricardo tem razão. Procurei mergulhar no passado e desejei ter vivido no período dos grandes filósofos gregos. Ter vivido no período da Patrística e Escolástica. Ter tido contato com o grande Secretário de Florença. Quem sabe ter conhecido os artistas da época do Renascimento e os reformadores. Estudado com os os grandes nomes do Idealismo alemão, ou com os integrantes da primeira geração da Escola de Frankfurt.

Ao tratarmos da saudade relacionada as coisas do Brasil, certamente, queria ter presenciado o período da grande era do Rádio. O apogeu da Bossa Nova e do elenco do Hexa do Clube Náutico Capibaribe. Saudade quando havia aos domingos rodada dupla no Estádio José do Rego Maciel, sem o problema das torcidas organizadas. Saudade de um Brasil, onde era possível divergir sem que houvesse agressão entre as partes. Saudade dos comícios em que havia grandes oradores e os discursos mereciam credibilidade.

Eita, quanta saudade de tempos que não vivi! 

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