Só um grande líder pode deter a blitzkrieg de Bolsonaro

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Davi Alcolumbre, e do STF, Dias Toffoli, podem, no máximo, "repelir os arroubos autoritários" de Jair Bolsonaro, "mas não evitam que ele faça proselitismo e se consolide como tirano boquirroto", escreve Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia. "Somente um cidadão poderia cumprir esse papel. Mas não pode sair da Sala de Estado Maior da Polícia Federal de Curitiba", afirma ele em referência a Lula

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

Não se pode afirmar que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia seja governista, mas também é verdade que ele não tem perfil para encarar Bolsonaro frente a frente, olho no olho.

Maia é do time da conciliação, não quer briga com ninguém. Por mais absurdos que Bolsonaro cometa, ele não se abala. Seu lema é: impeachment, nem pensar.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é um pêndulo: ora está mais próximo do governo, ora se afasta. Mas tem sido muito mais receptivo aos apelos do presidente da República que Maia. Imaginar que confronte Bolsonaro é delírio.

O presidente do STF, Dias Toffoli vive um drama singular. Apesar de ter dado demonstrações públicas de condescendência e submissão a Bolsonaro e sua família, não consegue se livrar dos ataques das hordas bolsonaristas que infestam as redes sociais.

Nenhum dos três vai deter a blitzkrieg de Bolsonaro sobre as instituições e valores democráticos. E a deterioração da nossa economia, do tecido social e das nossas relações com o mundo.

Eles podem, no máximo, repelir seus arroubos autoritários, mas não evitam que ele faça proselitismo e se consolide como tirano boquirroto.

Bolsonaro está à vontade para falar e fazer o que bem entender porque não há um líder que o confronte no gogó.

Somente um cidadão poderia cumprir esse papel. Mas não pode sair da Sala de Estado Maior da Polícia Federal de Curitiba.   

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