Temer, a raposa no galinheiro dos Estados

Chantagem agora mudou de nome. A proposta de Temer de ajuda federal para o saneamento dos estados em situação econômica difícil ou falimentar é um verdadeiro duelo onde o projeto neoliberal entreguista impõe regras e sangra o povo brasileiro

Michel Temer e Henrique Meirelles
Michel Temer e Henrique Meirelles (Foto: Chico Vigilante)

O roteiro do golpe tem pressa, não apenas de estancar a sangria e perpetuar a farra mas também para, o mais rápido possível, entregar nossas riquezas e privatizar nossas estatais. Grandes fortunas, grandes negócios!

Chantagem agora mudou de nome. A proposta de Temer de ajuda federal para o saneamento dos estados em situação econômica difícil ou falimentar é um verdadeiro duelo onde o projeto neoliberal entreguista impõe regras e sangra o povo brasileiro.

Nesta batalha os estados só receberão ajuda se derem como contrapartida a cabeça decepada de suas estatais para privatização.

Chamar isso de ajuda é chamar o povo brasileiro de estúpido.

O Regime de Recuperação Fiscal de Temer nada mais é do que uma maneira de passar o rodo nas empresas estatais de água, luz e bancos estatais em negociações rápidas e lucrativas. Para alguns.

Qual será o resultado disso a curtíssimo prazo? Quem vai pagar contas mais altas e juros mais altos? A população, claro.

Com a privatização, a direção destas empresas não mais terá como prioridade oferecer um serviço público eficiente, a preços justos. Não.

Elas visarão apenas o lucro. Se as contas de água e luz no país são consideradas caras em algumas regiões, agora serão abusivamente caras em todas as regiões. É o que nos aguarda.

O primeiro estado a entregar suas empresas ao abate, o Paraná, terá adiante do processo um feliz governador defensor do roteiro do golpe, Beto Richa, aquele conhecido por mandar bater em professores.

Ele indica que tem pressa. Anunciou para logo após carnaval apresentação do pacote entreguista na Assembleia Legislativa prevendo a privatização da Sanepar e da Copel — as companhias estatais de água e luz, do estado, abrindo mão do controle de todas as ações das empresas.

O que farão os interessados nos ativos destas estatais de água, esgoto, luz, lixo, após comprar a preço de banana, e explorar os serviços por anos, sem fazer grandes investimentos?

Quando tudo estiver sucateado e a eles não interessar mais explorar, devolvem o abacaxi ao governo de estado que deverá reestruturar as empresas e retomar seus serviços estratégicos.

Esse filme já vimos antes.

Muitos dos ex-presidentes latino-americanos, ícones do neoliberalismo nos anos 90, foram depostos do poder ou terminaram na cadeia devido a criminosos processos de privatização.

É isso que o povo brasileiro deve exigir nas ruas contra FHC pelas privatizações vergonhosas que fez durante seu governo e contra Temer que retoma esse programa de privatização comprovadamente falido pelo curso da história.

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