Temer escolhe um pitbull para chefiar diplomacia

"Pode ser catastrófico para o Itamaraty, o país vai passar vergonha lá fora. Mas Temer manteve-se fiel ao perfil adotado até aqui. Ministro tem que ter duas qualidades: ser linha de frente do golpe e ter ao menos um processo na Lava Jato. Vocação para a coisa são outros quinhentos", diz o colunista do 247 Alex Solnik, sobre o anúncio do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) como ministro de Relações Exteriores; "Se Alexandre de Moraes pode ser ministro do STF porque Aloysio não pode ser chanceler? Ele é só mais um pitbull no governo. Com base no seu retrospecto, dá para dizer que, com o novo ministro dificilmente o Brasil vai ganhar algum novo amigo, mas, com certeza poderá aumentar a lista de desafetos", afirma 

"Pode ser catastrófico para o Itamaraty, o país vai passar vergonha lá fora. Mas Temer manteve-se fiel ao perfil adotado até aqui. Ministro tem que ter duas qualidades: ser linha de frente do golpe e ter ao menos um processo na Lava Jato. Vocação para a coisa são outros quinhentos", diz o colunista do 247 Alex Solnik, sobre o anúncio do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) como ministro de Relações Exteriores; "Se Alexandre de Moraes pode ser ministro do STF porque Aloysio não pode ser chanceler? Ele é só mais um pitbull no governo. Com base no seu retrospecto, dá para dizer que, com o novo ministro dificilmente o Brasil vai ganhar algum novo amigo, mas, com certeza poderá aumentar a lista de desafetos", afirma 
"Pode ser catastrófico para o Itamaraty, o país vai passar vergonha lá fora. Mas Temer manteve-se fiel ao perfil adotado até aqui. Ministro tem que ter duas qualidades: ser linha de frente do golpe e ter ao menos um processo na Lava Jato. Vocação para a coisa são outros quinhentos", diz o colunista do 247 Alex Solnik, sobre o anúncio do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) como ministro de Relações Exteriores; "Se Alexandre de Moraes pode ser ministro do STF porque Aloysio não pode ser chanceler? Ele é só mais um pitbull no governo. Com base no seu retrospecto, dá para dizer que, com o novo ministro dificilmente o Brasil vai ganhar algum novo amigo, mas, com certeza poderá aumentar a lista de desafetos", afirma  (Foto: Alex Solnik)

Ao nomear ministros, Temer nunca se pergunta quem é melhor para o nosso país; pergunta quem é melhor para o seu grupo político.

A escolha de Aloysio Nunes Ferreira não foi diferente.

Teve peso na decisão o fato de a nomeação garantir a ascensão do quercista histórico Ayrton Sandoval, suplente de Nunes. Temer resolveu acenar para o grupo daquele com quem disputava a liderança do partido e fazer uma homenagem ao próprio Quércia que, ao sair da campanha, doente, repassou literalmente seus votos a Nunes, que não venceria em 2010 sem esse macete.

Pode ser catastrófico para o Itamaraty, o país vai passar vergonha lá fora. Mas Temer manteve-se fiel ao perfil adotado até aqui. Ministro tem que ter duas qualidades: ser linha de frente do golpe e ter ao menos um processo na Lava Jato. Vocação para a coisa são outros quinhentos.

Outra característica da qual Temer não abre mão: ministro tem que ser o mais reacionário possível.

E nada mais reacionário que um ex-comunista – como já dizia o insuspeito Sérgio Buarque de Hollanda. Aliás, exemplos não faltam.

Com Aloysio a imagem do Brasil vai ficar parecida com a cara dele: cara de pitbull.

Em vez de punhos de renda, Temer optou por luvas de boxe.

Nunes tende a ser contemplado com vaias em suas visitas mundo afora, ocasiões em que poderá matar saudades dos debates no Senado acerca do impeachment, onde, certa vez declarou:

"Quero ver a Dilma sangrar"!

Mas, enfim, essa é a cara desse governo e nada mais coerente do que mostrar para fora a mesma imagem que se tem para dentro.

Se Alexandre de Moraes pode ser ministro do STF porque Aloysio não pode ser chanceler?

Ele é só mais um pitbull no governo.

Com base no seu retrospecto, dá para dizer que, com o novo ministro dificilmente o Brasil vai ganhar algum novo amigo, mas, com certeza poderá aumentar a lista de desafetos.

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