Temer não é chamado nem para derrubar Maduro

"Mas o grande mistério é: por que o Dinossauro Rex não veio ao Brasil conchavar Temer, que expulsou a Venezuela da OEA e teria todo interesse em arrancar Maduro do poder, além de ter experiência em golpes? Por que preferiu conspirar com a Argentina que fica muito mais distante do alvo e tem muito menos infraestrutura? Por que não passou em Brasília só para dar um alô?", questiona o colunista Alex Solnik sobre a visita do secretário de Estado americano, Rex Tillerman, à América Latina; "Talvez por desconfiar que Temer é um governo em extinção. Tal como um dia se deu com os dinossauros"

"Mas o grande mistério é: por que o Dinossauro Rex não veio ao Brasil conchavar Temer, que expulsou a Venezuela da OEA e teria todo interesse em arrancar Maduro do poder, além de ter experiência em golpes? Por que preferiu conspirar com a Argentina que fica muito mais distante do alvo e tem muito menos infraestrutura? Por que não passou em Brasília só para dar um alô?", questiona o colunista Alex Solnik sobre a visita do secretário de Estado americano, Rex Tillerman, à América Latina; "Talvez por desconfiar que Temer é um governo em extinção. Tal como um dia se deu com os dinossauros"
"Mas o grande mistério é: por que o Dinossauro Rex não veio ao Brasil conchavar Temer, que expulsou a Venezuela da OEA e teria todo interesse em arrancar Maduro do poder, além de ter experiência em golpes? Por que preferiu conspirar com a Argentina que fica muito mais distante do alvo e tem muito menos infraestrutura? Por que não passou em Brasília só para dar um alô?", questiona o colunista Alex Solnik sobre a visita do secretário de Estado americano, Rex Tillerman, à América Latina; "Talvez por desconfiar que Temer é um governo em extinção. Tal como um dia se deu com os dinossauros" (Foto: Alex Solnik)

   Eu nunca vi um secretário de Estado americano pregar tão abertamente uma intervenção militar externa num país da América Latina, no caso a Venezuela, como Rex Tillerman está fazendo nessa viagem aos países vizinhos, que vai entrar para a história como exemplo do que um secretário de estado responsável e equilibrado não deve fazer.

   Ele justifica, assim, seu apelido: Dinossauro Rex.

   E, é claro, suas palavras e seus gestos são os de Trump. Ele não tem autonomia para pensar senão em nome do estado americano e do seu comandante-chefe.

   É um escândalo internacional que deveria ser objeto de reunião de emergência da ONU e severa reprovação, por colocar em risco a autodeterminação dos povos, um princípio reconhecido universalmente e poder se transformar no estopim de uma sanguinária guerra civil, num trágico banho de sangue.

   A pretexto de “restabelecer a democracia”, ele faz o papel de coveiro da democracia, porque nenhum golpe de estado resulta em regime democrático.

   Essa história de golpista acusar sua vítima de conspirar contra a democracia é velha. Pelo menos no Brasil. Quinze dias antes de um golpe militar derrubar o presidente João Goulart, a 1º. de abril de 1964, começou a ser articulado no Congresso Nacional um processo de impeachment em que ele seria acusado de planejar um golpe de estado.

   O mais espantoso é ouvir de autoridades de países que Tillerman já visitou, como México e Argentina, que deveriam ser solidários com a Venezuela em nome da unidade latino-americana, apoio ao seu discurso belicoso que pede urgência: ele quer uma solução antes das eleições de abril que deverão confirmar um novo mandato de Maduro.

   Mas o grande mistério é: por que o Dinossauro Rex não veio ao Brasil conchavar Temer, que expulsou a Venezuela da OEA e teria todo interesse em arrancar Maduro do poder, além de ter experiência em golpes?

   Por que preferiu conspirar com a Argentina que fica muito mais distante do alvo e tem muito menos infraestrutura?

    Por que não passou em Brasília só para dar um alô?

   Talvez por desconfiar que Temer é um governo em extinção.  

   Tal como um dia se deu com os dinossauros.

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