Temer tem tudo a perder com Olimpíada e Dilma tudo a ganhar

"Temer terá que fazer de tudo – inclusive rezar - para evitar um atentado terrorista", destaca Alex Solnik, colunista do 247; "Se acontecer", prevê o jornalista, passará a imagem de que o governo "não tem capacidade de proteger nem brasileiros nem turistas vai perder rapidamente o já parco apoio popular que ainda tem"; sobre protestos, "o governo vai se defrontar com um dilema atroz: se não reprimir vai deixar que o mundo veja que a população protesta contra o golpe do impeachment, ; se reprimir, vai mostrar ao mundo sua face repressora"; "Se a Olimpíada, antes de começar, já é rejeitada pela metade da população tudo o que acontecer de negativo será debitado na conta de Temer e não na de Dilma", analisa Solnik

"Temer terá que fazer de tudo – inclusive rezar - para evitar um atentado terrorista", destaca Alex Solnik, colunista do 247; "Se acontecer", prevê o jornalista, passará a imagem de que o governo "não tem capacidade de proteger nem brasileiros nem turistas vai perder rapidamente o já parco apoio popular que ainda tem"; sobre protestos, "o governo vai se defrontar com um dilema atroz: se não reprimir vai deixar que o mundo veja que a população protesta contra o golpe do impeachment, ; se reprimir, vai mostrar ao mundo sua face repressora"; "Se a Olimpíada, antes de começar, já é rejeitada pela metade da população tudo o que acontecer de negativo será debitado na conta de Temer e não na de Dilma", analisa Solnik
"Temer terá que fazer de tudo – inclusive rezar - para evitar um atentado terrorista", destaca Alex Solnik, colunista do 247; "Se acontecer", prevê o jornalista, passará a imagem de que o governo "não tem capacidade de proteger nem brasileiros nem turistas vai perder rapidamente o já parco apoio popular que ainda tem"; sobre protestos, "o governo vai se defrontar com um dilema atroz: se não reprimir vai deixar que o mundo veja que a população protesta contra o golpe do impeachment, ; se reprimir, vai mostrar ao mundo sua face repressora"; "Se a Olimpíada, antes de começar, já é rejeitada pela metade da população tudo o que acontecer de negativo será debitado na conta de Temer e não na de Dilma", analisa Solnik (Foto: Alex Solnik)

Temer teve uma péssima ideia ao mandar acelerar o impeachment e fazer com que a votação final coincidisse com o maior evento esportivo do mundo.

Talvez tenha sido a pior das que teve até agora.

Por um lado ele terá que fazer de tudo – inclusive rezar - para evitar um atentado terrorista.

Se acontecer, poderá haver uma forte e fatal influência sobre o impeachment: um governo que não tem capacidade de proteger nem brasileiros nem turistas vai perder rapidamente o já parco apoio popular que ainda tem.

E até mesmo os senadores mais golpistas vão pensar duas vezes antes de colocar no trono um deputado e um governo medíocres.

Por outro lado, terá que evitar que os movimentos Fora Temer ganhem as ruas do Rio e sejam divulgados mundo afora pelos milhares de jornalistas que serão enviados ao Brasil.

A CNN, de acordo com informações que não podem ser confirmadas até por motivos de segurança, teria reservado todo o Copacabana Palace para abrigar a sua equipe durante a cobertura.

Os 85 mil policiais e soldados escalados para a Olimpíada não terão como única tarefa proteger turistas e atletas contra terroristas e assaltantes – se é que há como se proteger contra o terror - mas também evitar que as manifestações contra Temer ocupem as ruas, o que parece inevitável.

Os movimentos Volta Dilma não vão perder a oportunidade para mostrar ao mundo que o governo que promove a Olimpíada é ilegítimo, usurpador e golpista e a ordem do ministro da Defesa, Raul Jungmann, que parece ser o comandante-em-chefe da operação é não tolerar que as manifestações ocorram.

O governo vai se defrontar com um dilema atroz: se não reprimir vai deixar que o mundo veja que a população protesta contra o golpe do impeachment, o que vai pegar muito mal levando-sem em conta que o público atingido pela TV poderá passar de centenas de milhões; se reprimir, vai mostrar ao mundo sua face repressora, confirmando o perfil violento e golpista. Vai pegar pior ainda.

Certamente haverá provocações com o intuito de fornecer manchetes e desgastar Temer não só internamente como em todo o mundo, pois todos esses ingredientes vão fazer com que a maior parte do noticiário internacional, a partir de agosto, seja focado na Olimpíada e, portanto, no Brasil.

Se a Olimpíada, antes de começar, já é rejeitada pela metade da população – as tentativas de apagar a tocha não deixam mentir - tudo o que acontecer de negativo será debitado na conta de Temer e não na de Dilma, que vai assistir aos eventos de camarote e, se for inteligente, não vai dar as caras nem na abertura, para não levar aquela vaia de praxe, deixando-as somente para o deputado usurpador.

Nunca um evento esportivo teve tanto potencial para influenciar os rumos da política.

Tudo indica que, haja o que houver essa Olimpíada Temer já perdeu.

E, com ela, também poderá perder o impeachment.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247