Tudo a perder

"Os três deputados petistas de cujos votos vai depender o início ou não do processo de cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética só têm a perder se votarem sim. Não só eles, como todo o partido e o governo. E o país. E nada a ganhar", opina o colunista Alex Solnik, sobre os deputados Léo de Brito (PT-AC), Valmir Prascidelli (PT-SP) e Zé Geraldo (PT-PA) e a votação que deve acontecer na tarde desta terça-feira na Câmara; o jornalista avalia que se os petistas votarem conha Cunha, "não há mais dúvida de que ele mandará abrir o processo de impeachment da presidente Dilma no dia seguinte. Por outro lado, se os petistas não apoiarem a cassação de Cunha hoje ele vai enterrar o impeachment e vai tender a apoiar os projetos do governo"

"Os três deputados petistas de cujos votos vai depender o início ou não do processo de cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética só têm a perder se votarem sim. Não só eles, como todo o partido e o governo. E o país. E nada a ganhar", opina o colunista Alex Solnik, sobre os deputados Léo de Brito (PT-AC), Valmir Prascidelli (PT-SP) e Zé Geraldo (PT-PA) e a votação que deve acontecer na tarde desta terça-feira na Câmara; o jornalista avalia que se os petistas votarem conha Cunha, "não há mais dúvida de que ele mandará abrir o processo de impeachment da presidente Dilma no dia seguinte. Por outro lado, se os petistas não apoiarem a cassação de Cunha hoje ele vai enterrar o impeachment e vai tender a apoiar os projetos do governo"
"Os três deputados petistas de cujos votos vai depender o início ou não do processo de cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética só têm a perder se votarem sim. Não só eles, como todo o partido e o governo. E o país. E nada a ganhar", opina o colunista Alex Solnik, sobre os deputados Léo de Brito (PT-AC), Valmir Prascidelli (PT-SP) e Zé Geraldo (PT-PA) e a votação que deve acontecer na tarde desta terça-feira na Câmara; o jornalista avalia que se os petistas votarem conha Cunha, "não há mais dúvida de que ele mandará abrir o processo de impeachment da presidente Dilma no dia seguinte. Por outro lado, se os petistas não apoiarem a cassação de Cunha hoje ele vai enterrar o impeachment e vai tender a apoiar os projetos do governo" (Foto: Alex Solnik)

Os três deputados petistas de cujos votos vai depender o início ou não do processo de cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética só têm a perder se votarem sim. Não só eles, como todo o partido e o governo. E o país. E nada a ganhar.

Talvez eles possam cair na tentação de exercer a virtude esquecendo-se que, como ensinava Maquiavel, a política não é o exercício da virtude e sim da melhor forma de governar em favor da maioria da população.

Examinemos os cenários. Se na votação de hoje do Conselho os petistas votarem contra Cunha não há mais dúvida de que ele mandará abrir o processo de impeachment da presidente Dilma no dia seguinte.

Com isso, ele vai recuperar o apoio da oposição, que momentaneamente perdeu e, daqui a uns três meses, quando a votação de sua cassação chegar ao plenário é bem possível que ele tenha votos para sobreviver.

Enquanto isso, ele vai desgastar o governo o mais que puder, vai arruinar a pauta governista, e a presidência da República será bombardeada dia e noite pela oposição e, como consequência, o clima de instabilidade política vai se aprofundar, com reflexos nefastos na economia e, portanto, no bolso da população. O que já está ruim, vai ficar pior para o país.

Por outro lado, se os petistas não apoiarem a cassação de Cunha hoje ele vai enterrar o impeachment e vai tender a apoiar os projetos do governo, o que vai baixar a temperatura política e dar tempo para o governo respirar e tratar de consertar o caos econômico num clima menos tenso.

Também é factível prever que o governo terá um presidente da Câmara mais fraco, às voltas com a PGR, o STF e a Lava Jato, portanto mais dócil e mais ocupado em salvar o seu pescoço do que em cortar o da presidente.

Os três petistas do Conselho de Ética têm que ter em mente que Cunha já está ferido, ele será abatido mais adiante com toda a certeza, não há necessidade de o PT enfiar a adaga.

De mais a mais, deputados não foram eleitos para julgar e sim para legislar.

Quem julga são os juízes.

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