Tutela militar é inaceitável

"Bolsonaro disse que o principal papel dos militares seria impedir a usurpação de poder. Eles seriam os guardiões da democracia. Errou no alvo. Guardião da democracia é a constituição, não os militares", escreve Alex Solnik, para o Jornalistas pela Democracia; "Ele não pode se comportar como se os militares tivessem sido eleitos e não ele, um ex-militar. Tutela militar é inaceitável a essa altura do século XXI", ressalta

Tutela militar é inaceitável
Tutela militar é inaceitável

Bolsonaro disse que o principal papel dos militares seria impedir a usurpação de poder. Eles seriam os guardiões da democracia.

Errou no alvo. Guardião da democracia é a constituição, não os militares.

É a constituição que impede a usurpação de poder.

E a constituição diz que as Forças Armadas devem obedecer ao poder civil.

Quem impede a usurpação de poder não são os militares, é a constituição.

Quanto a usurpação de poder, falar disso em ambiente militar é como falar em corda em casa de enforcado.

Generais ajudaram Getúlio a depor o presidente Washington Luís, em 1930 – ajudaram a usurpar o poder. Jogaram a constituição e a democracia no lixo.

Generais ajudaram Getúlio a dar o golpe do Estado Novo em 1937 – mais uma vez ajudaram a usurpar o poder.

Generais usurparam o poder diretamente em 1964.

Bolsonaro tem que obedecer à constituição, o que jurou fazer ainda anteontem e deixar claro que ele, apesar de ser ex-capitão, é um presidente civil que não pode ser tutelado por militares, como ele próprio sugeriu.

Ele não pode se comportar como se os militares tivessem sido eleitos e não ele, um ex-militar.

Tutela militar é inaceitável a essa altura do século XXI. Os brasileiros são adultos, não precisam ser tutelados.

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