Um dos Cunhas da Comissão de Ética compara Cunha a Jesus

(Foto: Alex Solnik)
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Enganam-se os que pensam que só há um Eduardo Cunha.

Basta acompanhar uma sessão do Conselho de Ética para constatar que há muitos.

Assistir a uma dessas sessões é uma experiência única, que serve, ao mesmo tempo para testar a nossa paciência e a nossa capacidade de ouvir asneiras sem jogar um tijolo para quebrar o aparelho de televisão.

Esse conselho que supostamente deveria estar julgando Cunha é uma farsa e uma fraude como aliás todas as coisas que ele comanda. E esse conselho de ética que deveria julgá-lo é mais uma coisa dele, muito dele.

O presidente é um baiano que faz jus a todos os chavões a respeito da moleza atribuída a seus conterrâneos.

Para se ter uma ideia de sua firmeza, passadas cinco sessões ainda não foi votado o relatório e portanto o rito nem foi iniciado.

E por quê?

Porque o presidente não tem nenhum compromisso com um andamento rápido dos trabalhos e uma porção de Cunhas propõem as mais absurdas formas de protelação.

A mais recente investida do próprio Cunha é de estarrecer. 

Ele pediu ao STF para trocar o relator por ser de um partido aliado ao seu. Ou seja: pediu para não ser protegido! Pediu para não levar
vantagem!

Na verdade, porém, o partido do relator não está mais no bloco do PMDB e Cunha queria a troca porque seu relatório é favorável ao início do processo da cassação.

A sessão de ontem terminou sem conseguir votar uma proposta de votação nominal para votação do adiamento da votação.

Sim, é isso mesmo. Foi proposta de um dos alegres Cunhas da comissão alegremente aceita pelo presidente.

Mas os outros Cunhas também pontificaram. Um deles comparou Cunha a Ibsen Pinheiro, alertando para que não se cometesse com Cunha a injustiça feita com Ibsen.

Outro, mais cunhista que o Cunha, foi além e disse para não se cometer com Cunha a injustiça que se cometeu com Tiradentes!

Cunha também foi comparado a outros injustiçados da história, tais como Joana D'Arc e, pasmem, a Jesus Cristo.

Cabe perguntar se para fazer parte de uma comissão de ética não seria exigido um mínimo de ética.

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