Uma nova história

Por mais desgaste que venha existir na administração do PSB, e é natural que exista pelo período duradouro no comando estadual, a oposição deve levar em consideração que fatalmente haverá um discurso nacionalizador

Siga o Brasil 247 no Google News

“Amor próprio também é reconhecer que você merece coisa melhor e se afastar”. (Autoria desconhecida) 

Ao ser derrotado nas urnas em 1988, tendo como candidato à reeleição, o então governador o Senhor Miguel Arraes de Alencar, para muitos, ali seria o fim de um ciclo. Acontece que em 2006, contrariando os “pitaqueiros” em eleições, a Frente Populista estava de volta. Agora com um candidato jovial na idade e também nas ideias, o Senhor Eduardo Henrique Acioly Campos. 

É bem verdade, que com o apoio incomensurável do Governo Federal sua administração impulsionou Pernambuco. Muito habilidoso, aos poucos foi se firmando como uma liderança na região e sempre com o olhar voltado para o cenário nacional. A partir de 2002, que o PT estava à frente da Prefeitura da Cidade do Recife, mas de repente a hegemonia petista foi abalada por uma candidatura oriunda do Palácio do Campo das Princesas. 

PUBLICIDADE

Sendo exitosa, iniciou-se a hegemonia do PSB. Agora tinha além do governo de Pernambuco, também passaria a comandar a capital do Estado. Mas em 2014, o então governador de Pernambuco resolveu voar de maneira altaneira, partindo para disputa presidencial. Lamentavelmente, seu projeto foi tolhido pelo trágico acidente aéreo que ocorreu com ele e sua comitiva de campanha. E para quem acredita em coincidência, na mesma data em que faleceu o seu avô.

Sem querer tirar os méritos do candidato do PSB ao governo de Pernambuco, o trágico falecimento do principal líder impulsionou a campanha que até então, segundo as pesquisas de intenção de voto, não apresentava bom desempenho. O fato é que o atual governador eleito em 2014 e quatro anos depois, embora tenha sido reeleito, obteve uma votação inferior.

PUBLICIDADE

 Em 2020, mais uma vez no cenário municipal do Recife, a disputa acirrada ficou entre o PT e o PSB, onde o Partido Socialista Brasileiro saiu vitorioso. Acontece que com relação ao próximo ano, muito se tem especulado com relação aos possíveis nomes que serão postos para uma eventual disputa ao governo de Pernambuco. 

Para tanto, acreditamos ser necessário ponderarmos algumas questões: a primeira delas, é que por mais desgaste que venha existir na administração do PSB, e é natural que exista pelo período duradouro no comando estadual, a oposição deve levar em consideração que fatalmente haverá um discurso nacionalizador. E é aí, onde talvez esteja o grande problema, já que as pesquisas apontam a pior avaliação do governo federal tem sido justamente na região nordeste. 

PUBLICIDADE

Caso permaneça assim, o candidato que tiver o carimbo do Planalto Central terá poucas chances de vitória, salvo se não tiver relação com o Governo Federal; o segundo fator é que historicamente, Pernambuco, salvo melhor juízo, nunca elegeu pelo voto direto, alguém que não tenha como base eleitoral principal a Região Metropolitana. Estatística existe para ser quebrada e levada em consideração. 

P.S. Faleceu Aristides Filho. Primo e amigo.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

PUBLICIDADE

Cortes 247

PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email