Vai Brasil, volta a ser Lula na vida

Quando Lula migrou com a mãe e irmãos para São Paulo, seu pai acreditava que os filhos não deveriam ir à escola, só trabalhar. Ao adentrar no Palácio do Planalto, em 2003, não à toa, deu início à maior expansão da história da rede de ensino técnico, de criação de novas universidades, de proliferação de campi de educação superior e de mecanismos de acesso dos mais pobres e trabalhadores ao terceiro grau, como o ProUni

18/11/2016- Sumaré- SP, Brasil- Ex-presidente Lula durante visita à Vila Soma.Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
18/11/2016- Sumaré- SP, Brasil- Ex-presidente Lula durante visita à Vila Soma.Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula (Foto: Leopoldo Vieira)

Lula é filho de um um casal de lavradores que vivenciaram a fome e a miséria na zona mais pobre de Pernambuco. Não à toa, quando adentrou no Palácio do Planalto, em 2003, sua prioridade foi assegurar aos brasileiros, ao menos, fazer as três refeições diárias.

Do Fome Zero adveio o Bolsa-Família, que garantiu a quem não tinha sequer chance de acessar um emprego formal, a autoestima de procurar com a esperança de achar um.

Quando Lula migrou com a mãe e irmãos para São Paulo, seu pai acreditava que os filhos não deveriam ir à escola, só trabalhar. Ao adentrar no Palácio do Planalto, em 2003, não à toa, deu início à maior expansão da história da rede de ensino técnico, de criação de novas universidades, de proliferação de campi de educação superior e de mecanismos de acesso dos mais pobres e trabalhadores ao terceiro grau, como o ProUni.

Autoestima para o filho de pedreiro e empregada doméstica ter a esperança de virar doutor.

Entre os 12 e 14 anos de sua infância, para ajudar na renda da família, começou a trabalhar em tinturaria, como engraxate e auxiliar de escritório. Após outros empregos e de se formar torneiro mecânico no SENAI, trabalhou  numa empresa de nome Frismolducar por seis meses, mas acabou demitido e passou muito tempo desempregado, sofrendo, com seus irmãos,  privações que esta condição impõe aos mais pobres e trabalhadores.

Ao adentrar no Palácio do Planalto, em 2003, não à toa, por meio de diversos caminhos, como  investimentos em infraestrutura e crédito para o crescimento das empresas nacionais, Lula impulsionou um recorde de geração de empregos com carteira assinada, valorizando o Salário Mínimo, o que, aliado Bolsa-Família, fez com que 64 milhões de cidadãos de baixa renda entrassem em mobilidade social, esquentando corações com esperança no futuro e autoestima para alcançá-lo.

Desonerações com foco em permitir aos mais pobres e trabalhadores terem acesso ao que nunca tiveram foram feitas, usando suas habilidades de ex-líder sindical para convencer os empresários a darem  contrapartidas. Aliviou de imposto certos produtos e foi fogão, geladeira, TV, carro para tudo que é casa humilde desta nação. Para quem não tinha energia e não adiantaria esta felicidade, Luz para Todos.

E houve autoestima e esperança no Brasil.

Porém, mais do que mudar o  destino do povo ao mudar seu próprio destino, que, tal como o do povo, jamais seria ser presidente da República, Lula mudou o destino do País.

Sim, daquele Brasil lindo e trigueiro para as baladas de malandros de gravata, capital e retrato na coluna social, que tinha que entregar suas riquezas, pagar dívidas que nunca se revertiam em benefícios aos mais pobres e trabalhadores, que pagava o pato das crises econômicas gestadas no países desenvolvidos e era visto como incapaz de realizar grandes coisas. Vira-lata no mundo, a não ser por carnaval e sua seleção de futebol.

Um Brasil que não tinha Destino Manifesto e sim destino malfadado: não ter  autoestima e nem esperança.

Pois Lula pagou a dívida com o FMI e tornou o País credor do órgão, trouxe Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, descobriu o pré-sal, fez a economia crescer mesmo com a maior crise econômica desde 1929, e passou a interferir nas relações internacionais na mesma proporção em que o combate à pobreza era mundialmente reconhecido.

Um Brasil com autoestima para ter  esperança em ser potência mundial de democracia, economia e  bem-estar social levantava-se como um gigante. E não era aquele pigmeu, cuja sombra projetada pelas lentes da Globo, triplicava-o a estatura.

Hoje, um Brasil com recorde de desemprego, açoitado por, apesar desta situação, insistir em rever direitos trabalhistas e previdenciários dos mais pobres e trabalhadores, sente saudades do velhinho de 71 anos de vida ombro a ombro com os brasileiros. Sente saudades da autoestima e da esperança.

Mas, há forças que querem sufocar esta saudade e, assim como impõem a milhões de brasileiros pobres e trabalhadores condenação sem prova, acusação infundada, opressão judicial, prisão injusta, abuso de autoridade e violação de garantias, querem fazer o  mesmo com Lula.

Tal como aqueles milhões perante a vida, Lula não pode ter autoestima e esperança para querer fazer o Brasil grande outra vez. 

Não querem saber de autoestima e esperança, só de convicções sem provas.

Lula provou que os recursos públicos podem, sim, ser muito bem aproveitados para mudar o destino do povo e o do Brasil ao mesmo tempo em que se combate a corrupção.

E, atualmente, está se provando que não se pode mudar o destino do povo e do Brasil quebrando a economia e a democracia sob o pretexto de combater a corrupção.

Pelo contrário, isso só abre alas aos que agitam, até entre os mais pobres e os trabalhadores, a embriaguez dos messianismos e extremismos.

E estes, por vezes, fraquejam ao ódio, por estarem ansiosos com a falta de autoestima e esperança, que, ao cabo, é dos abastados contra eles próprios, por terem sido obrigados, por uma ampla aliança liderada por Lula - para inverter prioridades públicas - a compartilhar universidade, aeroporto, shopping center, praia, clube, elevador social e direitos civis.

Por terem sido obrigados a compartilhar a autoestima e a esperança. 

Que o País não sucumba a esta tragédia e seu povo tenha a possibilidade de optar, na urna, com paz e amor, por Lula, a autoestima e esperança do Brasil. E, então, possam superar, novamente, todas as injustiças.

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