Witzel a caminho do cadafalso

"Se, por um lado, a sua queda será motivo de festa para os Bolsonaro, o que nunca é bom, por outro ficaremos livres, em especial, os cariocas, de mais um entulho do regime autoritário", escreve o jornalista Alex Solnik

Wilson Witzel
Wilson Witzel (Foto: Carlos Magno/GOVRJ)
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O governador Wilson Witzel, autor da célebre e infame frase “a polícia vai mirar na cabecinha”, não será afastado imediatamente do cargo em razão da derrota que sofreu na votação de hoje na Alerj que permitiu a abertura do processo de impeachment contra ele.

Mas, a julgar pelo resultado – 69 a 0 contra ele – não há dúvida que sua queda é questão de tempo. São, no total, 70 deputados. Um deles não votou.

Todos os trâmites legais serão obedecidos, teremos algumas semanas de depoimentos pela frente, mas a chance de ele sair dessa são nulas: nenhum deputado sequer, nem de seu partido, está com ele.

É uma reviravolta e tanto para quem venceu as eleições de governador mesmo sendo um calouro, nas costas de Bolsonaro, logo a seguir se credenciou a disputar a presidência em 2022, falou grosso com Bolsonaro, mas, depois da visita da Polícia Federal aos seus endereços começou a falar fino, pediu arrego, quis fazer as pazes, ficar de bem, mas era tarde demais. Alea jacta est.

Se, por um lado, a sua queda será motivo de festa para os Bolsonaro, o que nunca é bom (eles – tal como Queiróz - não merecem nem pequenas alegrias), por outro ficaremos livres, em especial, os cariocas, de mais um entulho do regime autoritário, tão obcecado pelo poder como Bolsonaro, tão troglodita tanto, cuja ausência na vida política preencherá uma lacuna.

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