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Valéria Guerra Reiter

Escritora, historiadora, atriz, diretora teatral, professora e colunista

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Zumbis do capitalismo

Zumbis do capitalismo (Foto: Reuters)

Trabalhar de graça nas Redes é o mote. A mais valia agora é extraída  literalmente de maneira (escrava e servil) na interface digital.

O capitalismo é a maior religião mundo” como deixei escrito no site  O pensador. Ele se esparrama em todas as áreas: se adapta e retira da cena o sentimento. Em nome dele as atitudes migram do campo subjetivo para o campo da ostentação. Há um mundo das imagens onde as pessoas são arrastadas pelo deus-marketing.

O cotidiano se faz por meio dos storytellings; que permeiam a cena neoliberal facínora. Em nome do Capitalismo 4.0 se criam bots humanóides, como no caso dos GENIVALDOS: Um morto por asfixia em um camburão nazista e o outro alçado ao estrelato após um episódio midiático que beirou o sexo explícito.  

Barbárie moderna. Capitalismo escorrendo do nariz e da boca dos seus zumbis. Eles vestem verde, amarelo e prada. Eles tem orgulho de servir a Mamon em um reality show ao estilo “The Walking Dead” do Reino do Ter. Coexistem dois universos sociais: dos Títeres da financeirização e dos Zumbis do Capitalismo.

A toada é a do Homem-mercadoria explorado, silente, prosaico, que pensa evoluir instado pela internet das coisas: confundindo “evolução tecnológica” com evolução humana.

 E quem poderá mudar este quadro “excludente de ilicitude”?

#ValReiterjornalismohistórico

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.