Bolsonaro muda o tom sobre cloroquina: 'é algo que pode ser eficaz, não sou médico”

“A cloroquina pode dar certo. Pode se chegar daqui a um ou dois anos à conclusão que não serviu ou que foi eficaz. Cloroquina não é imposição minha. É algo que pode ser eficaz, não sou médico”, disse Bolsonaro.

(Foto: Reuters | Reprodução)
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247 - Ao lado do novo ministro da Saúde, NelsonTeich, Jair Bolsonaro fez a transmissão semanal pelo Facebook nesta quinta-feira (16), e baixou o tom sobre o uso da cloroquina como remédio para o coronavírus, apesar de não haver ainda comprovação científica de sua eficácia.

Em se tratando de Bolsonaro, o discurso contraditório é parte da patologia. Diferentemente do que tem feito no último mês, na transmissão, ele não mostrou o entusiasmo de outros tempos com o remédio, que ele já afirmou ser a "cura" para o coronavírus.

“Mas se tem uma pessoa picada por cobra e você tem um soro que não sabe se é para aquela cobra, vai dar ou não?”, questionou. “A cloroquina pode dar certo. Pode se chegar daqui a um ou dois anos à conclusão que não serviu ou que foi eficaz. Cloroquina não é imposição minha. É algo que pode ser eficaz, não sou médico”, disse Bolsonaro.

Ao ser questionado por Bolsonaro sobre o medicamento, Teich, que é médico oncologista,  disse que o “medicamentos sem comprovação de eficácia, cria critérios para disponibilizar quando acha que o benefício pode ser maior que o possível malefício”, disse.

“O importante é trabalhar para entender o remédio. Tem algumas indicações que ele funciona e questionamentos de eficácia e toxidade. Nossa função é trazer que solução seja rápida com base em dados precisos e confiáveis. Acredito que isso vai vir num espaço de tempo relativamente curto”, prometeu o ministro, sem dar detalhes.

Em 2016, Nelson Teich definiu como "populista" a liberação da fosfoetanolamina, composto conhecido como pílula do câncer, feita pelo projeto de lei de autoria do então deputado federal Bolsonaro.

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