Teich chamou projeto de Bolsonaro da 'pílula do câncer' de 'populista'

"É uma decisão política e populista que quebra um processo estruturado de avaliação de medicamentos", afirmou Nelson Teich, sobre o projeto de Jair Bolsonaro que liberava o uso da fosfoetanolamina, conhecido como pílula do câncer

(Foto: Instituto de Oncologia)
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247 - O oncologista Nelson Teich, novo ministro da Saúde de Jair Bolsonaro, definiu como "populista" a liberação da fosfoetanolamina, composto conhecido como pílula do câncer, por projeto de lei de autoria do então deputado federal Bolsonaro. A informação é do UOL.

"É uma decisão política e populista que quebra um processo estruturado de avaliação de medicamentos", afirmou Teich em entrevista ao portal Medscape. 

A substância foi regulamentada por projeto de lei de Bolsonaro e de um grupo de deputados em 2016, sendo um dos dois únicos projetos aprovados de Bolsonaro.

Assim como faz na defesa da cloroquina, prometendo sem provas científica a cura para o novo coronavírus, Bolsonaro defendia o uso da substância, que também não tem sua efetividade comprovada pela comunidade científica. O uso foi proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) naqueles mesmo ano.

Ainda sobre a fosfoetanolamina. Teich disse que se um médico "quer fazer uso da substância, é um direito dele", mas adverte: "O que me preocupa é que somos um país pobre, no qual a saúde não é uma prioridade governamental. Usar algo que não tem comprovação científica é uma escolha individual. O que não acho justo é onerar o sistema público de saúde querendo que o governo distribua a substância. Se o paciente quiser, ele tem direito de usar, mas deve pagar por ela com recursos próprios", disse ele.

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