Bolsonaro volta a defender a hidroxicloroquina contra a Covid-19 e cita nota da AMB

Após dizer no começo do mês que foi contaminado pelo coronavírus, Jair Bolsonaro citou uma nota da Associação Médica Brasileira (AMB) defendendo somente a autonomia de profissionais da saúde na prescrição do remédio

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Reuters)
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247 - Jair Bolsonaro voltou a defender o uso da hidroxicloroquina para o tratamento de pacientes diagnosticados com coronavírus e citou uma nota da Associação Médica Brasileira (AMB) defendendo a autonomia de profissionais da saúde na prescrição do remédio, sem comprovação científica. No último dia 7 ele afirmou ter sido infectado pela Covid-19.

"É importante lembrar que o uso off label (fora da bula) de medicamentos é consagrado na medicina, desde que haja clara concordância do paciente. - E que, sem a prática do off label, diversas doenças ainda estariam sem tratamento", disse ele no Twitter.

A nota da AMB seria uma resposta a um pronunciamento da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), que na última sexta-feira (17) afirmou não concordar com o uso da hidroxicloroquina.

A posição da SBI teve como base os resultados de dois estudos realizados fora do Brasil. Em um deles, feito em 40 estados americanos e três províncias do Canadá, constatou-se que o uso da cloroquina nos estágios iniciais da doença não teve resultado algum. 

"É urgente e necessário que os agentes públicos, incluindo municípios, estados e Ministério da Saúde reavaliem suas orientações de tratamento, não gastando dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes e que podem causar efeitos colaterais", diz a nota da instituição.

De acordo com a AMB, o debate científico em torno da cloroquina foi "politizado" e os estudos que apontam a ineficiência da droga contra o coronavírus são "inconclusivos".

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