Brian Mier: Moro protegeu Serra durante muito tempo

“Sergio Moro protegeu muito José Serra e também Jair Bolsonaro no âmbito da operação Lava Jato”, constatou o jornalista Brian Mier, que acrescentou: “Se Serra hoje é alvo da operação Lava Jato, é apesar de Sergio Moro, pois é óbvio que a operação é fruto da parceria entre PSDB e governo estadunidense”

Brian Mier, José Serra, Sérgio Moro e Rosângela Moro
Brian Mier, José Serra, Sérgio Moro e Rosângela Moro (Foto: 247 | Reprodução/Twitter)
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247 - O jornalista Brian Mier analisou durante o programa Bom Dia 247 desta sexta-feira (3) a busca da Polícia Federal na casa do senador José Serra (PSDB-SP) nesta manhã, alvo da operação Lava Jato, e considera que o ex-governador de São Paulo “contou com a proteção do ex-juiz Sergio Moro”, durante vários anos, para blindar suas movimentações escusas. 

“Se Serra hoje é alvo da operação Lava Jato, é apesar de Sergio Moro, pois é óbvio que a operação é fruto da parceria entre PSDB e governo estadunidense”, disse ele, referindo-se à influência dos tucanos e dos agentes dos EUA na condução da operação. 

Mier compara a situação atual de Serra com o final da vida do ditador chileno Augusto Pinochet, que foi preso em 1998 e morreu em 2006, aos 91 anos. “O cara [Serra] passou décadas envolvidos em questões muitos duvidosas, agora, quando ele chega perto dos 80 anos, resolvem puní-lo. Os danos já foram feitos. Por que não investigaram Serra na década de 1990?”, questionou ele. 

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A Operação Lava Jato em São Paulo denunciou o ex-governador José Serra (PSDB) por lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, entre 2006 e 2007, o tucano usou seu cargo para receber da Odebrecht pagamentos indevidos em troca de benefícios nas obras do Rodoanel Sul. Agora no Senado, Serra foi protegido por décadas das investigações da Polícia Federal e dos inquéritos, apesar das seguidas denúncias contra ele. 

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A Polícia Federal faz buscas contra o ex-chefe do Executivo paulista em uma nova fase da operação na manhã desta sexta-feira (3), informa o G1

De acordo com as investigações, a construtora pagou milhões de reais por meio de uma rede de empresas no exterior, para que o real beneficiário dos valores não fosse detectado pelos órgãos de controle.

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