PF está na casa de José Serra por propina nas obras do Rodoanel

De acordo com a denúncia da Lava Jato, entre 2006 e 2007, quando era governador de São Paulo, José Serra usou seu cargo para receber da Odebrecht pagamentos em troca de benefícios nas obras do Rodoanel Sul. Serra agora é senador

José Serra
José Serra (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - A Operação Lava Jato em São Paulo denunciou o ex-governador José Serra (PSDB) por lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, entre 2006 e 2007, o tucano usou seu cargo para receber da Odebrecht pagamentos indevidos em troca de benefícios nas obras do Rodoanel Sul. Agora no Senado, Serra foi protegido por décadas das investigações da Polícia Federal e dos inquéritos, apesar das seguidas denúncias contra ele. 

A Polícia Federal faz buscas contra o ex-chefe do Executivo paulista em uma nova fase da operação na manhã desta sexta-feira (3), informa o G1

De acordo com as investigações, a construtora pagou milhões de reais por meio de uma rede de empresas no exterior, para que o real beneficiário dos valores não fosse detectado pelos órgãos de controle.

Segundo a denúncia, nos anos de 2006 e 2007, Serra "valeu-se de seu cargo e de sua influência política para receber, da Odebrecht, pagamentos indevidos em troca de benefícios relacionados às obras do Rodoanel Sul".

"Milhões de reais foram pagos pela empreiteira por meio de uma sofisticada rede de offshores no exterior, para que o real beneficiário dos valores não fosse detectado pelos órgãos de controle."

De acordo com as investigações, José Amaro Pinto Ramos e Verônica Serra constituíram empresas no exterior, ocultando seus nomes, e por meio delas receberam os pagamentos que a Odebrecht destinou ao então governador paulista. Serra governou o estado de 2007 a 2010.

"Neste contexto, realizaram numerosas transferências para dissimular a origem dos valores, e os mantiveram em uma conta de offshore controlada, de maneira oculta, por Verônica Serra até o final de 2014, quando foram transferidos para outra conta de titularidade oculta, na Suíça."

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247