Celso Amorim: recriação do SNI é um passo seguro em direção à ditadura

“É espionagem interna, uma coisa extremamente grave. É uma coisa voltada para dentro, para espionar outros brasileiros”, constatou o embaixador e ex-chanceler Celso Amorim à TV 247 sobre a criação do “Centro de Inteligência Nacional” pelo Ministério da Justiça de Bolsonaro. Assista

Celso Amorim e Jair Bolsonaro
Celso Amorim e Jair Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Evandro Teixeira/JB | ABr)
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247 - O embaixador e ex-ministro Celso Amorim disse à TV 247 que a recriação do Serviço Nacional de Informações (SNI) da ditadura militar por Jair Bolsonaro, agora com o nome de Centro de Inteligência Nacional (CIN), é um “passo seguro” rumo à volta do regime militar.

O ex-chanceler do governo Lula relembrou a fala do ex-ministro Golbery do Couto e Silva, um dos criadores do original SNI, que espionava partidos políticos e organizações sociais, e que mais tarde se arrependeu do feito. “É uma coisa perigosíssima. O melhor depoimento é do próprio Golbery, que foi o criador e que depois disse: ‘criei um monstro’, e foi necessário muito tempo para desfazer ou pelo modificar o perfil, a Abin ainda tem algumas características”.

O embaixador também esclareceu a diferença do novo SNI para outras agências de inteligência internacionais que, via de regra, monitoram ameaças externas, não seu próprio povo. “É espionagem interna, é uma coisa extremamente grave. Não é você ter um serviço de informações ou de inteligência para saber se vem alguma ameaça de algum lugar, isso é até natural, todos os países grandes e importantes têm, a Rússia tem, a China tem, os Estados Unidos têm, mas não, é uma coisa voltada para dentro, para espionar outros brasileiros. É um passo seguro em direção à ditadura”.

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra:

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