Corte previsto para educação brasileira em 2021 pode inviabilizar atividades em universidades federais, dizem reitores

Previsão de corte de R$ 1,43 bilhão acontece dentro de um quadro em que houve mais gastos com expansão de vagas, sem que os recursos fossem compensados proporcionalmente. Universidades e institutos federais de ensino deverão enfrentar um orçamento mais enxuto, mesmo com obstáculos impostos pela readequação do ensino em meio à pandemia

Milton Ribeiro
Milton Ribeiro (Foto: Reprodução)
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247 – Mesmo com todos os obstáculos impostos pela readequação do ensino durante e depois da pandemia da Covid-19, universidades e institutos federais de ensino deverão enfrentar um orçamento mais enxuto. A previsão de corte de R$ 1,43 bilhão acontece dentro de um quadro em que houve mais gastos com a expansão de vagas, sem que os recursos fossem compensados proporcionalmente. O Ministério da Economia informou à pasta da Educação uma possível redução das despesas discricionárias, ou não obrigatórias, da ordem de 18,2% em relação à lei orçamentária de 2020. A reportagem é do portal G1.

O Ministério da Educação informou, na última segunda-feira (10), que dos R$ 4,2 bilhões previstos para sair do orçamento no próximo ano, R$ 1 bilhão deixará as mãos das universidades e outros R$ 434,3 mil dos institutos federais. A pasta não deu detalhes sobre outras áreas (educação básica, por exemplo) e programas atingidos pelos R$ 2,75 bilhões restantes do total de R$ 4,2 bilhões, acrescenta a reportagem. 

"Estamos há três anos com o orçamento nominalmente congelado. As despesas têm ajustes anuais. Além disso, o corte ocorre em um ano que deveria ter aumento de recursos. As aulas vão voltar com álcool em gel, sabão, papel, equipamentos de proteção. Será preciso mexer na estrutura da universidade para garantir o distanciamento. Haverá gastos no pós-pandemia", afirma o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Edward Madureira Brasil, que representa 68 universidades federais.

"Todas as gorduras que tínhamos para eliminar - vigilância, diárias, estágios, visitas técnicas - nós tivemos que reduzir nesses últimos anos. Não tem a menor chance de conseguirmos tocar as instituições. É uma situação grave, gravíssima", afirma o presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Jadir Jose Pela, que representa 653 campi universitários.

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