Diante da falta de ação do governo Bolsonaro, indígenas se armam para expulsar madeireiros no Pará

Os tembés da Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará, criaram um grupo de "Guardiões da Floresta" e passaram a se defender dos invasores e exigir sua saída

Guardiões da Floresta, no Pará
Guardiões da Floresta, no Pará (Foto: Karla Mendes)
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247 - Diante da política do governo federal, de Jair Bolsonaro, que não realiza medidas de proteção dos indígenas contra os latifundiários, os tembés da Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará, criaram um grupo de "Guardiões da Floresta" e passaram a se defender dos invasores e exigir sua saída.

Segundo coluna de Rubens Valente, no UOL, “no último dia 9, com os rostos pintados, pilotando motos e uniformizados, cerca de 40 ‘guardiões’ tembés armados se dirigiram a um acampamento de madeireiros na localidade conhecida como igarapé Ubin, a cerca de 30 km da aldeia Tenetehara. Um grupo de nove pessoas foi rendido, advertido a sair da região e depois liberado”.

O cacique Sérgio Mutí Tembé disse ao repórter-fotográfico de Belém (PA) Raimundo Paccó, que acompanhou a fiscalização, que a ação foi um ultimato. Os índios prometem que, a partir de agora, vão queimar equipamentos e destruir os acampamentos dos invasores.

"Nós vamos avisar que é pra sair da terra indígena, para ir embora. Não derrubar a madeira, não explorar nossas riquezas, nossas florestas", disse o cacique Sérgio Mutí Tembé ao portal.

"A luta não é de hoje [contra] a invasão da terra pelos madeireiros, garimpeiros, invasores, várias situações que estamos sofrendo. A gente criou o 'Guardião' para esses rapazes fazerem uma vistoria, onde tem invasão, madeireira, exploração ilegal de madeira", disse o cacique.

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