Eduardo Bolsonaro defende sua indicação para embaixada: é preciso defender o governo

Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), afirmou que sua ida para o mais relevante posto diplomático do país é necessária para defender o pai, Jair Bolsonaro, e seu governo do que considera ataques à sua gestão

Dep. Eduardo Bolsonaro (PSL - SP)
Dep. Eduardo Bolsonaro (PSL - SP) (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
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247 - O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), rebateu as críticas sobre sua indicação para ser embaixador do Brasil em Washington e afirmou que sua ida para o mais relevante posto diplomático do país é necessária para defender o pai, Jair Bolsonaro, e seu governo do que considera ataques à sua gestão. 

"Não vou ficar indo lá para tomar vinho e uísque. As pessoas têm uma ideia de que eu vou viver na vida boa, acordar na hora em que eu quiser, comer caviar todo dia, quando lá também é muito trabalho. Faço uma pergunta a vocês: quem é que defende Jair Bolsonaro fora do Brasil? Quando a gente olha para fora, quem está falando do Brasil? É o Wagner Moura, o Jean Wyllis, está falando que foi golpe... O gringo está olhando o (documentário) Democracia em vertigem e tira aquilo como verdade para ele", disse Eduardo ao programa Pânico, da Rádio Jovem Pan. 

Ainda segundo ele, o papel de um embaixador é defender o governo. "Salvo raras exceções, como o embaixador na França, o (Luís Fernando) Serra, pessoas que levantam a bandeira do governo. As pessoas em 2018 deram o recado, que queriam mudança: o embaixador é a longa manus do presidente", ressaltou. Ele também atacou a imprensa devido às críticas de que sua indicação seria um ato de nepotismo praticado por Jair Bolsonaro.

"A pessoa pergunta para você assim: qual é a sua qualificação para ser embaixador? 'Ah, eu posso ser embaixador porque eu já fritei hambúrguer.' Quem acredita nessa merda dessa resposta? A imprensa esculhamba, corta o que quer, dá publicidade a aquilo, e algumas pessoas acham que aquilo é uma expressão da verdade", disparou. Apesar disso, Eduardo, que juntamente com Bolsonaro e o irmão Carlos Bolsonaro costumam atacar a mídia imprensa sistematicamente, disse ser um defensor da liberdade de imprensa. 

"A imprensa tem que ter liberdade, independente de falar fake news ou não. Óbvio, a gente vai expressar nossa contrariedade. Mas não cabe colocar alguém para controlar a imprensa, porque isso aí já vai ser censura. Pode botar alguém, desde que seja de direita, tá bom? Ou será que a direita vai gostar se coloca alguém de esquerda para fazer esse tipo de controle? Você coloca um ser humano ali, é um abraço", afirmou.

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