Fernando Horta: como o fascismo resolveria os problemas econômicos do País?

O historiador Fernando Horta questiona em artigo que soluções os grupos identificados com o fascismo teria para a severa depressão econômica que atinge o Brasil depois do golpe parlamentar de 2016; "O afrouxamento das regras para coibir o trabalho escravo é apenas a transferência do mesmo plano econômico e social agora para o campo. Afinal, os grandes proprietários de terra querem também participar do novo pacto social de "reconstrução do país". Reconstruir com a superexploração de pobres, negros, mulheres e trabalhadores do campo. É preciso que todos deem a sua contribuição, dirão cinicamente eles", afirmou

O historiador Fernando Horta questiona em artigo que soluções os grupos identificados com o fascismo teria para a severa depressão econômica que atinge o Brasil depois do golpe parlamentar de 2016; "O afrouxamento das regras para coibir o trabalho escravo é apenas a transferência do mesmo plano econômico e social agora para o campo. Afinal, os grandes proprietários de terra querem também participar do novo pacto social de "reconstrução do país". Reconstruir com a superexploração de pobres, negros, mulheres e trabalhadores do campo. É preciso que todos deem a sua contribuição, dirão cinicamente eles", afirmou
O historiador Fernando Horta questiona em artigo que soluções os grupos identificados com o fascismo teria para a severa depressão econômica que atinge o Brasil depois do golpe parlamentar de 2016; "O afrouxamento das regras para coibir o trabalho escravo é apenas a transferência do mesmo plano econômico e social agora para o campo. Afinal, os grandes proprietários de terra querem também participar do novo pacto social de "reconstrução do país". Reconstruir com a superexploração de pobres, negros, mulheres e trabalhadores do campo. É preciso que todos deem a sua contribuição, dirão cinicamente eles", afirmou (Foto: Aquiles Lins)

247 - O historiador Fernando Horta questiona em artigo que soluções os grupos identificados com o fascismo teria para a severa depressão econômica que atinge o Brasil depois do golpe parlamentar de 2016. 

"Os pobres, para serem aceitos no pacto fascista devem ser brancos e cristãos. Em qualquer modelo de solução das crises econômicas sempre figura aberta ou implicitamente uma ideia de diminuição do conjunto de pessoas a quem as soluções se aplicam. E o primeiro corte é sempre o racial", diz Horta, em artigo no Jornal GGN

Segundo o historiador, as populações não brancas acabam não apenas como as mais afetadas pelo ambiente da crise econômica, mas também acabam ficando de fora de qualquer plano estratégico de solução econômica ou social.

"O fascismo só oferece solução econômica para os problemas da sociedade aumentando a expropriação sobre os trabalhadores brancos, aumentando os lucros das elites capitalistas e segregando de qualquer pacto os não brancos ou não cristãos. Ainda, existe um sobrepeso social e econômico sobre as mulheres que se vêm privadas de suas conquistas e colocadas novamente em situação de serviçais domésticas e reprodutoras, alijadas de qualquer participação política", afirma. 

"É preciso excluir para recuperar a economia. Aqui está o ponto de aproximação entre os liberais e os fascistas. Não há espaço para todos no 'orçamento'. E quem serão os "escolhidos" que poderão entrar? Os meritocráticos brancos, ricos ou de classe média. Para os pobres sobra a regra de terem que ser brancos, cristãos e concordarem que suas falhas de caráter (falta de preparo e leniência) são responsáveis pela sua condição social. Eles precisam concordar em serem quase escravizados e nisto poderem ter o mínimo para sobreviver", acrescenta Fernando Horta. 

Para ele, esta é a solução que está sendo implementada hoje no Brasil. "O afrouxamento das regras para coibir o trabalho escravo é apenas a transferência do mesmo plano econômico e social agora para o campo. Afinal, os grandes proprietários de terra querem também participar do novo pacto social de "reconstrução do país". Reconstruir com a superexploração de pobres, negros, mulheres e trabalhadores do campo. É preciso que todos deem a sua contribuição, dirão cinicamente eles", afirmou.

 

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