Fernando Brito: Vox repete CNT, mas mostra pontos fracos e fortes de Bolsonaro

A pesquisa do Instituto Vox Populi praticamente repete o nível de rejeição ao governo do presidente Jair Bolsonaro apontado pela CNT/MDA, mas os dados mostram que "quase todo o crescimento de sua rejeição vem da transição dos que o achavam regular para avaliações ruins ou péssimas", diz Brito. "O que a pesquisa mostra é a oposição a Bolsonaro se amplia socialmente, resta saber se vai se ampliar na política", ressalta

(Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço - A pesquisa do Instituto Vox Populi encomendada pelo PT e divulgada hoje praticamente repete o nível de rejeição ao governo do presidente Jair Bolsonaro apontado pela CNT/MDA publicada na segunda-feira : 40%, são o mesmo que os 39,5%. 27% dos brasileiros que avaliam o governo como péssimo com os 13% que o consideram ruim, diz aa Vox.

Mas os dados assinalam outras questões que têm sido repetidas aqui.

O apoio incondicional a Bolsonaro se mostra resiliente. Quase todo o crescimento de sua rejeição vem da transição dos que o achavam regular para avaliações ruins ou péssimas.

Repare, nos gráficos por região como, em quase todos eles, o apoio (linha azul) permanece quase como uma reta, com poucas perdas.

Quanto mais se detalha – veja aqui – o apoio e a rejeição, vê-se que seu prestígio continua intocado entre os evangélicos e entre o público masculino.

Perdas significativas são registradas entre jovens e adultos, menores entre os mais velhos.

O dado mais interessante, porém, extrai-se da pergunta sobre como o eleitor se sente diante do “bolsonarismo”.

O positivo, na pergunta, soma o “sou bolsonarista” e o “não sou, mas gosto dele”. O negativo reúne o “detesto” com o “não gosto, mas não chego a detestar”.

Neste quesito, o negativo supera em muito a rejeição a seu governo e chega a 47%, partindo dos 30% registrados em abril.

E o positivo, que é adesão, despenca de 34 para 23%.

Bolsonaro, apesar de tudo o que faz, tem sido bem sucedido em manter com ele a direita.

Mas parece, afinal, estar perdendo o controle do meio-campo.

O que a pesquisa mostra é a oposição a Bolsonaro se amplia socialmente, resta saber se vai se ampliar na política.

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