Florestan: procuradores de Curitiba estavam embriagados pela impunidade

Jornalista Florestan Fernandes Jr disse que as "conversas de botequim" a que se referem o procurador Orlando Martello são provas de ilegalidades. "Expuseram as entranhas fétidas da LJ"

Florestan Fernandes Jr.
Florestan Fernandes Jr. (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)
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247 - O jornalista Florestan Fernandes Jr comentou as declarações do procurador Orlando Martello, ex-integrante da Lava Jato, que afirmou a colegas que as mensagens que mostram o conluio entre Ministério Público e o juiz Sérgio Moro para incriminar réus eram "conversas de botequim"

Segundo Florestan, a manifestação do procurador Orlando Martello mostra que a força-tarefa de Curitiba se deixou levar pela sensação de impunidade. 

"Os procuradores da Lava Jato e Moro poderiam ter travado essas 'conversas de botequim' nos bares de Curitiba. Um papo digno de embriagados pela impunidade. Mas foi melhor assim, agora se tem a prova das ilegalidades. Expuseram as entranhas fétidas da LJ", afirmou Florestan pelo Twitter. 

No email enviados a colegas do MPF, o procurador Orlando Martello ele diz que o Telegram, local em que ocorreram as conversas, era uma "área livre, uma área de descarrego em que expressamos emoção, indignação, protesto, brincadeiras… muitas vezes infantis" e que, por isso, os procuradores podem "ter extrapolado muitas vezes". 

Essa é a primeira vez que um integrante da "lava jato" comenta o teor das mensagens admitindo a autenticidade dos diálogos.

 

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