Fundos que administram R$ 65 trilhões pedem que Brasil proteja Amazônia

Um total de 230 fundos de investimentos, que juntos administram US$ 16 trilhões, cerca de R$ 65 trilhões, divulgaram nesta quarta-feira, 18, um comunicado conjunto em que exortam o Brasil a adotar medidas eficazes para proteger a floresta amazônica contra o desmatamento, que explodiu desde o início do governo de Jair Bolsonaro

ALTAMIRA, PARA, BRAZIL: Aerial image of burning in Altamira, state of Pará.
ALTAMIRA, PARA, BRAZIL: Aerial image of burning in Altamira, state of Pará. (Foto: Victor Moriyama/Greenpeace)
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247 - Um total de 230 fundos de investimentos, que juntos administram US$ 16 trilhões, cerca de R$ 65 trilhões, divulgaram nesta quarta-feira, 18, um comunicado conjunto em que exortam o Brasil a adotar medidas eficazes para proteger a floresta amazônica contra o desmatamento, que explodiu desde o início do governo de Jair Bolsonaro.

“Estamos preocupados com o impacto financeiro que o desmatamento pode ter sobre as empresas investidas, aumentando potencialmente os riscos de reputação, operacionais e regulatórios. Considerando o aumento das taxas de desmatamento e os recentes incêndios na Amazônia, estamos preocupados com o fato de as empresas expostas a desmatamento potencial em suas operações e cadeias de suprimentos brasileiras enfrentarem uma dificuldade crescente para acessar os mercados internacionais”,  diz a nota divulgada nesta quarta-feira (18).

"Como investidores, que têm o dever fiduciário de agir no melhor interesse de longo prazo de nossos beneficiários, reconhecemos o papel crucial que as florestas tropicais desempenham no combate às mudanças climáticas, na proteção da biodiversidade e na manutenção dos serviços ecossistêmicos”, diz o texto, subscrito por fundos de 30 países, segundo informações da Folha de S. Paulo

Somados, esses fundos gerem o equivalente a 9,5 vezes do valor do PIB brasileiro de 2018. Entre eles está a gestora britânica Abeerden, que tem participação na BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, e em outras empresas do país.

Em declarações recentes, o governo Jair Bolsonaro (PSL) tem refutado ou minimizado as mudanças climáticas e o desmatamento ilegal, além de rechaçar críticas vindas de países como França e Alemanha.

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