Gilmar quer salvar Coelho, não Lula

Para o professor de Ciência Política da USP Fernando Limongi, "os combativos" membros da força-tarefa da Lava Jato, "obcecados com os processos contra Lula,  não se deram conta do verdadeiro objetivo" do ministro do STF Gilmar Mendes; "O ministro não se pôs em campo para proteger ou salvar Lula (...). O que pede a intervenção do ministro são casos como o de Ronaldo Cezar Coelho que, segundo informou O Estado de S. Paulo de sábado, 'recebeu 6,5 milhões de euros por empréstimo de avião para atividades ligadas à campanha de Serra em 2010'"

Para o professor de Ciência Política da USP Fernando Limongi, "os combativos" membros da força-tarefa da Lava Jato, "obcecados com os processos contra Lula,  não se deram conta do verdadeiro objetivo" do ministro do STF Gilmar Mendes; "O ministro não se pôs em campo para proteger ou salvar Lula (...). O que pede a intervenção do ministro são casos como o de Ronaldo Cezar Coelho que, segundo informou O Estado de S. Paulo de sábado, 'recebeu 6,5 milhões de euros por empréstimo de avião para atividades ligadas à campanha de Serra em 2010'"
Para o professor de Ciência Política da USP Fernando Limongi, "os combativos" membros da força-tarefa da Lava Jato, "obcecados com os processos contra Lula,  não se deram conta do verdadeiro objetivo" do ministro do STF Gilmar Mendes; "O ministro não se pôs em campo para proteger ou salvar Lula (...). O que pede a intervenção do ministro são casos como o de Ronaldo Cezar Coelho que, segundo informou O Estado de S. Paulo de sábado, 'recebeu 6,5 milhões de euros por empréstimo de avião para atividades ligadas à campanha de Serra em 2010'" (Foto: Gisele Federicce)

247 - Em artigo no Valor Econômico, o professor de Ciência Política da USP Fernando Limongi, aponta que o ministro do STF Gilmar Mendes não quer salvar o ex-presidente Lula com seus discursos contra a Lava Jato, mas sim o empresário Ronaldo Cezar Coelho, que recentemente declarou ter recebido 6,5 milhões de euros na Suíça, por um empréstimo de avião para o tucano José Serra na campanha de 2010.

"Quando se trata de defender uma causa ou amigos, Mendes saca da toga um arsenal infinito de macetes jurídicos e distinções de conveniência. Obcecados com os processos contra Lula, os combativos membros da Força [força-tarefa da Lava Jato] não se deram conta do verdadeiro objetivo de Mendes", diz Limongi.

"O ministro não se pôs em campo para proteger ou salvar Lula. Seu objetivo é outro. Assim se fazem os truques de magia. A atenção do espectador é desviada para que o coelho saia da cartola. O que pede a intervenção do ministro são casos como o de Ronaldo Cezar Coelho que, segundo informou O Estado de S. Paulo de sábado, 'recebeu 6,5 milhões de euros por empréstimo de avião para atividades ligadas à campanha de Serra em 2010'", escreve.

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